DTEs debatem transportes públicos e revitalização de áreas urbanas centrais

As Divisões Técnicas de Transporte e Logística (DTRL), de Engenharia de Manutenção (DMA) e de Construção (DCO) promoveram, no dia 16 de outubro, as palestras "Transportes urbanos no Brasil" e "Revitalização de áreas urbanas centrais". Os palestrantes foram o presidente do Instituto de Engenheiros e Arquitetos do Estado do Rio de Janeiro (IEEA), Marcio Queiroz e a consultora do programa francês Cidade Brasil, Lais Coelho.

Marcio Queiroz, que também é conselheiro do Clube, defendeu o investimento da União em veículos de alta capacidade como trem, barca e metrô e de média capacidade, como os ônibus.

– Infelizmente o índice que mais cresce é o de carros particulares. Precisamos que o BNDES direcione recursos para transferir os passageiros do transporte individual para os de alta capacidade. Esse é o desejo das grandes cidades.

Segundo o especialista, na região Sudeste existem hoje quatro habitantes por veículo, e esse índice vem diminuindo. A cidade de São Paulo já alcançou um índice europeu, de dois habitantes por veículo. Já na cidade do Rio de Janeiro existem três habitantes por veículo.

– O Brasil se globalizou. Estamos urbanizados. Nossa indústria automobilística faz frente ao mundo todo. No encarroçamento de ônibus, a Marcopolo, do Rio Grande do Sul, a Busscar de Santa Catarina, a Caio de São Paulo, a Ciferal, do Rio de Janeiro, são empresas com padrão internacional.

REVITALIZAÇÃO DE ÁREAS URBANAS

A consultora Lais Coelho apresentou um programa desenvolvido no bairro de São Cristóvão, que tem o patrocínio da Caixa Econômica Federal (CEF) e do governo francês.

– Em 2000, a Caixa lançou um programa de revitalização de sítios históricos e em 2001 buscou uma parceria com o governo francês na revitalização de centros históricos. A partir daí foi criado um programa francês denominado Cidade Brasil.

Lais Coelho explicou que o programa consiste na cooperação técnica e na colaboração bilateral, especialmente na área de revitalização de áreas urbanas centrais.

– A cidade do Rio optou pelo bairro de São Cristóvão. Estamos trabalhando nessa área com um plano de reabilitação integrada. A coordenação do Programa é do Instituto Pereira Passos, da Prefeitura de Paris, da Agência Parisiense de Urbanismo, da Sociedade Imobiliária de Economia Mista de Paris, além do governo francês e de organismos federais como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a CEF.


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