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Eleições – A
Engenharia Nacional e o Desenvolvimento
O Clube de Engenharia tem, sistematicamente,
defendido a necessidade de um "Projeto para o Brasil".
Estamos seguros da capacidade da Engenharia
Nacional para enfrentar os problemas da retomada do desenvolvimento.
Terminadas as eleições gerais em nosso país,
as esperanças estão renovadas. O presidente reeleito
Luis Inácio Lula da Silva afirmou que "o Brasil crescerá,
a partir de 2007, à taxa mínima de 5% ao ano ",
o dobro da média dos últimos quatro anos!
Para tanto, Senhor Presidente, é preciso que os investimentos
que vêm sendo prometidos para o setor de infraestrutura
efetivamente aconteçam. Rodovias, ferrovias, portos, saneamento,
habitação, entre outros setores, aguardam que projetos
básicos e executivos sejam realizados, para que as licitações,
os contratos, a execução das obras e, finalmente,
a entrada em operação ocorram no mais breve tempo
possível. São etapas demoradas e longas, que exigirão
um grande esforço de todos.
Há ainda o setor elétrico, que tem apresentado
taxas de crescimento muito aquém do que necessitaremos
para atingir um índice acima de 5% do PIB. O governo anuncia
investimentos na construção de três usinas
de energia no Rio Madeira (Belo Monte e mais duas), a partir
de 2007.
Gostaríamos de ver definida e iniciada a construção
de Angra III, ainda no início do novo mandato.
Os números recentemente apresentados pelo BNDES, para
execução de 100 grandes obras montam a R$ 400 bilhões,
o que exigirá uma maior participação dos
engenheiros e técnicos do segmento da engenharia nacional.
Nesse projeto, seriam investidos perto de R$
300 bilhões
nos próximos quatro anos em saneamento básico e
habitação.
Construir a ferrovia Transnordes-tina e concluir
as obras de duplicação da rodovia BR-101 no Nordeste e no extremo
Sul do país (de Santa Catarina ao Rio Grande do Sul),
são obras prometidas há bastante tempo que não
saíram do papel.
Os recursos existem, pois a Cide – combustível acumula
uma receita anual de R$ 8 bilhões. O governo, porém,
não tem gasto nem R$ 5 bilhões por ano.
Mais empregos para os engenheiros significa
uma grande multiplicação
de empregos para a população.
O que podemos assegurar ao presidente é que "a
Engenharia Nacional está pronta para enfrentar todos os
desafios que o Desenvolvimento Nacional demandar".
Empresas Nacionais como Petrobras, INB, Eletrobrás, Eletronuclear,
Nuclep, Embraer, OAS, C. R. Almeida, Norberto Odebrecht, CSN,
Vale do Rio Doce e tantas outras têm demonstrado capacidade
de empreender e desenvolver tecnologias nacionais. Falta o Governo
decidir pelo desenvolvimento com justiça social, como
tem dito e prometido ao longo do primeiro mandato.
O Clube de Engenharia acompanhará atento os próximos
passos do Governo para cumprir o que prometeu: desenvolvimento
econômico. Sabemos que não podemos conviver com
níveis absurdos de taxa de juros que inibem os investimentos
produtivos, mas também não queremos nenhum risco
de ver a inflação recrudescer, pois o controle
desta hoje já é uma conquista do povo brasileiro.
O Brasil respondeu nas urnas e de forma inconteste
demonstrou sua vontade e a sua esperança em construir um grande país.
Mãos à obra Senhor Presidente.
A Diretoria
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