| O
125º aniversário do Clube de Engenharia e o Centenário
da Avenida Rio Branco
Este será
um mês de grandes acontecimentos: vamos comemorar os 100
anos da Avenida Rio Branco e os125 anos do Clube de Engenharia.
O centenário
de construção da nossa querida Avenida Rio Branco
é data muito relevante para a cidade do Rio de Janeiro.
A construção dessa avenida, no início do
século passado, provocou uma verdadeira revolução
urbanística e de costumes, sendo um marco na história
da nossa cidade. Em suma, o Rio de Janeiro pode ser dividido em
duas fases: antes e depois da existência da Avenida Rio
Branco.
Sua construção
tem especial significado para o Clube de Engenharia, já
que o Engenheiro-Chefe da Comissão Construtora da Avenida
Central (nome original da Avenida Rio Branco) foi o ilustre engenheiro
carioca André Gustavo Paulo de Frontin, que durante 30
anos ( de 1903 a 1933) ocupou brilhantemente a Presidência
do Clube de Engenharia.
Paulo de
Frontin foi prefeito da nossa cidade durante seis meses(de janeiro
a julho de 1919), realizando, segundo o próprio, um “modesto
programa de obras’, que de modesto nada tinha, já
que realizou grandes obras durante esse curto período.
Diz- se dele que foi o prefeito de densidade máxima, porque
nunca ninguém fez tantas obras em tão pouco tempo.
Paulo de Frontin graduou-se pela Escola Politécnica e foi
professor catedrático dessa gloriosa Escola durante 52
anos. É o Patrono da Engenharia Brasileira.
Para a construção
da Avenida, houve necessidade de demolição de cerca
de 600 prédios. A primeira demolição foi
efetuada em fevereiro de 1903 e a última demolição
em março de 1904.
Durante a inauguração, em 15 de novembro de 1905,
chovia a cântaros e lá estavam presentes o Presidente
Rodrigues Alves, o Ministro Lauro Müller, o Prefeito Pereira
Passos e o engenheiro Paulo de Frontin, entre outras autoridades,
além da população, que estava entusiasmada
não somente com a abertura da Avenida, como também
com a inauguração da iluminação elétrica,
que a partir daquela data substituiu a iluminação
a gás.
A Avenida
Central teve seu nome alterado para Avenida Rio Branco em 1912,
em justa homenagem póstuma ao Barão do Rio Branco,
ilustre chanceler que tanto honrou o país, falecido em
12 de fevereiro daquele ano.
Ao lado do
Clube de Engenharia, o Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro,
o Centro Cultural da Justiça Federal, a Associação
Comercial do Rio de Janeiro, o Teatro Municipal, a Biblioteca
Nacional e a Câmara Municipal do Rio de Janeiro estão
programando eventos, até o final do ano, de Comemoração
do Centenário da Avenida Rio Branco. Essas programações
têm por objetivo criar um efeito positivo de sinergia junto
à população da cidade do Rio de Janeiro,
fazendo com que ela compartilhe conosco da celebração
dessa data tão importante para a nossa cidade, melhorando
o “astral” desta cidade.
Por outro
lado, nesses 125 anos, o Clube de Engenharia tem estado presente
em todos os momentos importantes de nossa vida pública,
lutando em defesa de nosso desenvolvimento, com democracia e justiça
social. Assim foram nossos posicionamentos em defesa da Petrobrás,
na luta contra o fascismo, na redemocratização,
na luta pelas eleições diretas. Hoje lutamos pela
retomada do desenvolvimento.
Com este
mesmo objetivo, os 125 anos de nosso Clube terão, como
ponto alto, a II Semana da Engenharia, comemorada de 28 de novembro
a 2 de dezembro.
Haverá palestras diárias, mostrando grandes contribuições
da engenharia brasileira, com a presença da Petrobrás,
Transpetro, BR Distribuidora, Cia. Vale do Rio Doce, Nuclep, INB,
Eletronuclear, Eletrobrás, Furnas, Embraer, CSN, Gerdau,
ABEMI, Estaleiro Keppel Fels, além de grandes empresas
de engenharia, como a OAS, CR Almeida, Odebrecht e o Grupo Gradiente.
Ao mesmo tempo,
haverá estandes dessas empresas e entidades, mostrando
suas principais realizações. Será, sem dúvida,
uma injeção de ânimo, de otimismo, tão
necessária neste momento difícil por que passa nossa
engenharia.
Esses acontecimentos,
a construção da Av. Rio Branco, no passado, e as
obras apresentadas na II Semana da Engenharia, no presente, devem
servir de exemplo para os atuais governantes, no sentido de utilização
do estado atual da tecnologia da engenharia nacional, para resolução
de tantos problemas que hoje em dia afligem a população
carioca, como a questão habitacional e a de transportes.
Para este
desafio, nossa engenharia está preparada. Falta a decisão
política de executar um grande plano de desenvolvimento,
dentro de uma Proposta para o Brasil.
A
Diretoria
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