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Especialista
analisa seguros para construção, instalação,
montagem e interrupção de produção
A Divisão Técnica de Engenharia
de Segurança (DSG), o Centro Brasileiro de Tecnologia
de Estudos de Risco e Tecnologia de Incêndio (CBERTI) promoveram,
no dia 23 de novembro, a palestra “Seguro: Risco de Engenharia”.
O palestrante foi o engenheiro mecânico Sidney Leone.
Ele
afirmou que apesar de muito se falar do Brasil como o país
do futuro, das riquezas do solo, da abundância dos recursos
naturais e a auto-suficiência no petróleo, existe
também a necessidade de investimentos em infra-estrutura
e na constante modernização do setor produtivo.
– O
país vem crescendo abaixo da média mundial nos últimos
anos. Somos um país rico em recursos naturais, porém
existe a necessidade de transformá-los.
No século
XVIII, explicou o palestrante, no auge da Revolução
Industrial, surgiu na Inglaterra o ramo de seguro de riscos de
engenharia. No pico da demanda que caracterizou esse período,
essa modalidade de seguro foi criada para atender a necessidade
de proteção dos trabalhadores envolvidos e da propriedade
industrial.
– Apesar dos parcos conhecimentos sobre os
maquinários e da precariedade da manutenção,
um grupo de engenheiros desenhou a primeira apólice denominada
Boiler Inspection and Explosion Insurance, visto que os acidentes
mais sérios ocorriam com a explosão das caldeiras
a vapor.
O engenheiro contou também que a cobertura securitária
visava a reposição dos bens avariados em acidente
durante o funcionamento das caldeiras e em pouco tempo, essa
modalidade foi ampliada, estendendo a cobertura a vários
tipos de máquinas, originando o seguro de quebra de máquinas.
Segundo ele, na década de 70, o parque industrial do Brasil
estava em franca expansão e grandes obras no setor de
infra-estrura eram necessárias para suportar tal crescimento.
A necessidade de proteção foi logo percebida e,
seguindo o exemplo dos ingleses, o desenvolvimento do Seguro
de Riscos de Engenharia foi acelerado.
– Atualmente a
modalidade dispõe das seguintes coberturas: obras civis
em construção, instalação e montagem,
quebra de máquinas sem ou com interrupção
de produção, lucros cessantes em decorrência
de quebra de máquinas, equipamentos eletrônicos
e danos de fabricação.
Sobre a evolução
e complexidade dos processos, Sidney Leone disse que o seguro “Riscos
de Engenharia” cria a cobertura denominada de All Risks,
na qual estão cobertos todos os riscos que não
estão expressamente excluídos das condições
da apólice.
– Na era dos "apagões" a
necessidade de investimentos torna-se primordial frente à demanda.
Deverão ser adotadas medidas que neutralizem o "efeito
gargalo" que tanto prejudica a expansão de diversos
setores produtivos, proporcionado o incremento real do almejado
crescimento anunciado – disse.
A necessidade de proteção
se dará na ordem direta à realização
dos investimentos. O especialista contou que qualquer modalidade
de seguros tem como objetivo a formação de poupança
interna. “Seria quase como unir o útil ao agradável”.
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