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PETROBRAS
A
auto-suficiência sustentada
A
PETROBRAS anuncia o alcance da auto-suficiência sustentada
na produção nacional de petróleo, podendo
acontecer a partir deste mês de abril. Esse feito, grandemente
esperado desde a sua criação, é realizado
com a tranqüilidade da sua competência, segurança
e maturidade.
O alcance desta importante
meta não dependia mais de fatores
alheios ao seu controle, como a descoberta de novos campos petrolíferos
ou a incorporação de novas reservas. Esta questão
fundamental já estava resolvida, com grande folga, desde
há alguns anos. Dependia tão somente da efetivação
de alguns investimentos na construção de plataformas
de produção, culminando com a instalação
da P-50, na Bacia de Campos.
Trata-se de uma posição extremamente confortável
e sem precedentes, pois a estatal brasileira de petróleo
anunciou, com bastante antecedência, quando viria a ocorrer
a auto suficiência.
Foram 52 anos de um trabalho
patriótico, realizado em
equipe, por muitos brasileiros que dedicaram a sua vida a essa
causa, atendendo aos anseios maiores exigidos pelo povo, em memorável
e inesquecível campanha cívica que culminou com
a criação da lei 2004.
A Bacia de Campos, que
hoje responde por 82% da produção
de petróleo brasileira, descoberta em 1974, exclusivamente
pela Petrobrás, é a grande responsável por
este feito e representa o maior tesouro nacional como jazida
de petróleo, ainda com grande potencialidade.
Contudo, para sustentar
a auto-suficiência em petróleo
não basta atingir picos de produção. É preciso
garantir que a produção média anual seja
superior ao consumo médio, a longo prazo. A descoberta
de novas áreas de exploração indica excelentes
perspectivas neste sentido, tendo em vista que foi declarada,
em dezembro passado, a comercialidade de cinco novos campos de
petróleo e gás natural nas bacias de Espírito
Santo, Santos e Campos.
Em 1995, a lei 2004 que
criou a Petrobras foi substituída
por uma nova lei do petróleo porque alguns incrédulos
duvidaram da capacidade da Petrobras em atingir a auto-suficiência.
Aberto o monopólio, foi criada uma agência reguladora
a quem competia, dentre outras missões, a de realizar
licitações internacionais, das quais oito já ocorreram,
para concessão de blocos destinados à pesquisa
do nosso petróleo, principalmente por empresas estrangeiras
que assim adquiriam a sua propriedade.
Contudo, é zero a contribuição das operadoras
internacionais aqui instaladas, para atingir-se a auto-suficiência
de petróleo.
O Clube de Engenharia,
nesta oportunidade, não poderia
deixar de lembrar a todos os seus associados, e a toda a nação,
que posicionou-se, por todos os meios ao seu alcance, veementemente,
contra a realização das rodadas de licitações
pela ANP, principalmente pela inclusão de blocos da Bacia
de Campos.
A chegada da autosuficiência é mais uma prova de
que a Petrobras tem cumprido seu papel. Mais do que isso, a existência
do CENPES, mostra que temos desenvolvido tecnologia de ponta
nesse setor. Ninguém domina como a Petrobras a produção
em águas profundas. A Petrobras tem um plano consistente,
olhando para o futuro e se preparando para o que está para
vir.
É isso que tem faltado
ao Brasil: um Plano que olhe o futuro e proponha um rumo, com
objetivos a serem atingidos.
A Petrobras, que obteve
o maior lucro de sua história no ano de 2005,
escapou, por pouco, da privatização a que estiveram expostas nossas
empresas, no passado recente, graças à resistência da opinião
publica e dos setores organizados da sociedade brasileira, dentre
eles o Clube de Engenharia.
Em contraposição a esse processo de privatização,
cabe ressaltar a postura adotada pelo atual governo no sentido de estimular a
indústria brasileira e a geração de empregos, através
da encomenda de plataformas e navios, com reflexo direto na economia
do Rio de Janeiro.
Temeroso com o que está para vir, o Clube de Engenharia cobrará,
de todos os candidatos, que se manifestem publicamente, diante da nação,
sobre as suas intenções em relação às suas
notáveis empresas públicas que resistiram à sanha das privatizações
e que, a exemplo da Petrobras, podem sustentar este país com os seus programas
continuados de investimentos, gerando desenvolvimento e emprego. É indispensável
que se posicionem junto aos eleitores quanto às licitações
internacionais das riquezas estratégicas minerais e de hidrocarbonetos,
bem como quanto à entrega de parte da Bacia de Campos, já em curso.
Parabéns à Petrobras de ontem que possibilita a Petrobras de hoje.
A
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