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Nota de Falecimento
Comunicamos com pesar o falecimento, no dia 19 de janeiro, da conselheira do Clube de Engenharia Marisa Vianna Ballariny (foto). A cremação foi realizada no dia 20 de janeiro, no Cemitério São Francisco Xavier, no Cajú. A seu pedido não houve velório, mas um momento de oração. O Clube, que teve sua bandeira colocada sobre o caixão, foi representado na cerimônia pelos diretores Abílio Borges e Luiz Carneiro. Polivalente, Marisa teve uma carreira brilhante tanto nas áreas de engenharia e física quanto na cena musical erudita. Foi diretora da Febrae, representante nos Comitês de Energia da Upadi e da WFEO (1ª mulher), membro eleito do Conselho Diretor do Clube de Engenharia por cinco períodos, chefe da Divisão Técnica Especializada de Energia por quatro períodos (1ª mulher), membro e chefe de várias divisões técnicas do Clube, conselheira e diretora da Abea e diretora da A3P.
Nascida em 30 de junho de 1930, no Rio de Janeiro, formou-se pianista pela Escola Nacional de Música da Universidade do Brasil (ENM/UB). Era pós-graduada em Execução Pianística pela mesma escola, onde lecionou. Integrou o Coral do Teatro Municipal, recebeu a Medalha de Ouro da Escola de Música da UFRJ e vários premios como pianista, como o Marguerite Long, Valores Novos do MEC, Solista da OSB e o de execução da Sonata B, da Musik Hoch Schule de Munique, na Alemanha.
Engenheira Civil pela Escola Nacional de Engenharia (ENE) da Universidade do Brasil (UB) atual Escola Politécnica da UFRJ, era “Master of Science in Engineering Science pela Stanford University, USA (1966), doutora em Engenharia Nuclear Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (1972) e PhD in Nuclear Engineering, pela University of Tennessee / Oak Ridge National Laboratory – EUA (1974).
Marisa Ballariny foi engenheira calculista do Escritório de Estruturas Oliveira Gois e engenheira nuclear da Comissão Nacional de Energia Nuclear e da Nuclebrás, com atuação na criação do Instituto de Engenharia Nuclear do Rio de Janeiro (IEN), na fiscalização da construção do reator Argonauta do IEN e no estudo para localização e na seleção do primeiro reator nuclear de potência do Brasil (Angra 1). Participou do programa nuclear Brasil–Alemanha e na estruturação e implantação da Divisão de Combustíveis do Departamento de Reatores da CNEN.
Realizou intensas atividades de pesquisa no CBPF, no Centre d´Études Nucléares du CEA de Saclay, no Centre d´Études Nucléares du CEA, em Grenoble, e no IPEN, entre outros. Foi professora da Escola Nacional de Engenharia, da Coppe/UFRJ e da USP, para citar apenas algumas instituções. Participou de diversas conferências e congressos, no Brasil e no exterior, com trabalhos publicados em revistas científicas nacionais e internacionais.
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