Especialista chinês fala sobre experiência com o trem de levitação magnética em Shangai

Foto: Fernando AlvimA Diretoria de Atividades Técnicas, através da Divisão Técnica de Transporte e Logística (DTRL), promoveu, no dia 28 de julho, a palestra “Experiência na operação do trem de levitação magnética em Shangai”, proferida pelo professor, engenheiro e vice-presidente da National Maglev Transportation Egineering R&D Center de Shangai, Lin Guobin. A mesa do evento foi composta pelo diretor de Atividades Técnicas, Abílio Borges, pelo chefe da DTRL, Alcebíades Fonseca, e pelo pesquisador do Laboratório de Aplicações de Supercondutores (Lasup/UFRJ).

O professor contou que no ano 2000 foi aprovada, em caráter experimental, a construção de uma linha ligando o Aeroporto Internacional de Pudong e o centro comercial de Shangai. A obra foi iniciada em março de 2001 e concluída em dezembro de 2002. O trem começou a operar em março de 2004. A China foi o primeiro país a desenvolver uma linha comercial com essa tecnologia e desde então mais de 28,2 milhões de passageiros já utilizaram o serviço. Atualmente, o Maglev chinês realiza quinze viagens diárias, a uma velocidade de até 430 km/h. O trajeto dura em média sete minutos e trinta segundos. Existem outros projetos para extensão do Maglev, entre eles, a construção de uma nova estação em outro aeroporto internacional chinês.

De acordo com Lin Guobin, a idéia de desenvolver um trem de levitação magnética surgiu da necessidade da China em obter um transporte de massa rápido, que atendesse à grande demanda de passageiros do país.

– Como a distância entre o centro comercial e as cidades adjacentes é de mais de mil quilômetros, o governo chinês começou a discutir a viabilidade da construção do Maglev – disse o engenheiro.

VANTAGENS

Em comparação a outros meios de transporte, o Maglev não sofre interrupções em dias de neve ou forte ventania. O baixo consumo de energia também é um grande atrativo. Porém, de acordo com Lin Guobin, para que a relação custo-benefício seja mais favorável, é necessário que exista uma grande distância entre as estações, já que em velocidade constante o consumo de energia do veículo é 40% menor em relação à fase de aceleração.

O engenheiro também chamou atenção para a segurança desta tecnologia. Em seis anos de funcionamento, apenas um acidente ocorreu no Maglev de Shangai: um princípio de incêndio, em 2006, que não deixou vítimas.

Lin Guobin trabalhou de 1989 a 1994 na Southwest Jiaotong University e, de 1994 a 1996, pesquisou a tecnologia de levitação magnética na empresa Thyssen Henschel, na Alemanha. De 1996 a 2000 trabalhou como professor colaborador do Institute of Maglev Technology of Southwest Jiaotong University e, desde 2002, é vice-diretor e professor da National Maglev Transportation R&D Center, em Shanghai.


>> volta
>> topo