Diretor da Associação Comercial apresenta palestra sobre tecnologia e inovação

Foto: Fernando AlvimO diretor da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), Thomás Tosta de Sá, proferiu, na reunião do Conselho Diretor do dia 26 de julho, a palestra “Rio: capital da tecnologia e da inovação”. O palestrante, que também é engenheiro, atua no mercado de capitais desde 1965, tendo exercido a presidência da Comissão de Valores Mobiliários de1993 a 1995.

Para Thomás Tosta de Sá, os  pilares do que chamou de empreendedorismo inovador são o mercado de capitais, a poupança de longo prazo e o capital intelectual inovador.

– Apenas 7% das empresas do Rio implementam inovações em seus produtos e processos. Além disso, o Rio detêm apenas 5% dos recursos destinado à inovação no Programa Inova Brasil da FINEP. A cidade viveu seus “anos de ouro” quando era capital política, financeira, industrial e centro de esporte e cultura do país. Entretanto, essa época chegou ao fim e houve um êxodo intelectual.

Segundo o diretor da ACRJ, o Rio possui uma série de vantagens quando comparado a outros estados do país. Tosta destacou que em 2009, na lista das vinte e cinco melhores escolas do Enem, nove eram cariocas.

– Também contamos com importantes universidades, como a PUC-RJ, considerada a melhor particular do país, parque tecnológicos, incubadoras e desenvolvidos centros de pesquisas, como o Cenpes, da Petrobras – explicou o engenheiro, que ainda ressaltou que as maiores agências do governo federal e os maiores fundos de pensão do país estão sediados no estado do Rio.

ANOS DE DIAMANTE

O diretor da ACRJ explicou que o Rio de Janeiro tem plenas condições para alcançar um crescimento que chamou de “anos de diamante”. Para isso, acredita, o estado precisa “reter capital intelectual, recuperar os talentos perdidos e atrair novos”, além de focar no desenvolvimento de empresas de tecnologia e inovação

– O Rio precisa da implantação de um parque tecnológico ou de uma mega-incubadora no porto da cidade. Além disso, é imprescindível atrair parceiros globais, estabelecer um regime especial de incentivos, promover inovações no setor educacional, cultural e esportivo, consolidar pólos existentes e fortalecer o elo universidade-empresa – explicou.  


>> volta
>> topo