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Entidades lançam Manifesto em Defesa da Engenharia Brasileira e da Empresa Genuinamente Nacional
O Clube de Engenharia e a Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet) promoveram, no dia 3 de agosto, ato de lançamento do Manifesto em Defesa da Engenharia Brasileira e da Empresa Genuinamente Nacional. Após o lançamento do manifesto, as entidades prestaram uma homenagem ao diretor de Exploração e Produção da Petrobras, geólogo Guilherme Estrella. O evento, que contou com a participação do Quarteto de Trombones da Orquestra Petrobras, levou mais de 200 pessoas ao auditório do 25º andar do Clube.
A mesa do evento contou com as participações do presidente do Clube de Engenharia, Francis Bogossian, do diretor de Comunicação da Aepet, Roldão Fernandes, do presidente do Crea/RJ, Agostinho Guerreiro, e do presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva. A solenidade também teve a presença, entre outros, dos deputados federais Jandira Feghalli e Luiz Alberto e dos deputados estaduais Paulo Ramos e Alessandro Molon.
O 2º vice-presidente do Clube, Fernando Siqueira, fez a leitura do Manifesto em Defesa da Engenharia Brasileira e da Empresa Genuinamente Nacional.
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O presidente do Clube de Engenharia, Francis Bogossian, ressaltou que a Medida Provisória número 495, de 19 de julho, é um estímulo para geração de emprego qualificado, expansão da indústria, desenvolvimento e inovação do país.
– Somada às alterações do marco regulatório do pré-sal, em especial ao mecanismo de partilha de produção da Petrobras, essa medida cria bases para um virtuoso crescimento industrial no país. O Clube de Engenharia entende que mais sustentável será essa expansão quanto maior for a participação da engenharia brasileira e das empresas genuinamente nacionais como base desse processo. Nossos parques industriais e estatais privados de capital nacional são capazes de responder às muitas demandas que o país necessita. O país está maduro para avançar neste rumo.
>> Clique aqui para ler o discurso do presidente do Clube de Engenharia, Francis Bogossian
O Diretor de Comunicação da Aepet, Roldão Fernandes, afirmou que a defesa da engenharia nacional se faz necessária sobretudo em relação a grandes empreendimentos como a exploração do pré-sal, a construção de novas usinas nucleares e hidrelétricas e as obras da copa do mundo de 2014 e das olimpíadas de 2016.
– Esses empreendimentos vão demandar um grande contingente de engenheiros, com capacitações em diferentes áreas. As empresas genuinamente brasileiras que participarão desses projetos deverão ter seus trabalhos incrementados para que produzam novas técnicas e produtos. Isso irá nos livrar de recorrer a soluções importadas e caras, passo fundamental para alcançar um desenvolvimento soberano.
Agostinho Guerreiro disse que após às chamadas décadas perdidas de oitenta e noventa, finalmente o país entrou numa fase de expansão.
– No início desse século, adquirimos novas perspectivas para apostarmos no desenvolvimento brasileiro e estamos vendo diversos segmentos da nossa indústria florescer, como o de petróleo e energia, por exemplo.
Othon Luiz Pinheiro da Silva fez uma saudação a Guilherme Estrela e falou sobre trajetória pessoal e profissional do homenageado.
– O Clube de Engenharia vive hoje um dos dias mais importantes da sua história, pois reafirma sua posição em defesa da engenharia nacional e homenageia um dos brasileiros que mais contribuiu para a grandeza deste país – disse.
>> Clique aqui para ler o discurso do presidente da Eletronuclear
Guilherme Estrella afirmou que o Clube de Engenharia, por sua tradição de defesa dos interesses nacionais, da engenharia e da inteligência brasileira honra a quem, de alguma forma, reconhece a atuação.
– Recebo esta homenagem com muita humildade. Tudo o que fazemos na vida é resultado de um trabalho de equipe, seja no trabalho ou no âmbito familiar. Considero este reconhecimento como um reconhecimento a todas as equipes que tive e tenho a honra de trabalhar – disse.
O diretor da Petrobras afirmou que a exploração do pré-sal pode ser uma grande oportunidade ou uma grande ameaça, se não for feita com empresas genuinamente nacionais.
– A idéia de beneficiar a empresa genuinamente nacional nas compras do governo originou-se num estudo do Ipea entregue ao ministro Samuel Pinheiro Guimarães. Esta idéia, que é de uma simplicidade acaciana, foi “comprada” pelo presidente Lula. Esta não é uma discussão sobre ciência e tecnologia, mas sobre soberania nacional. Por exemplo, a Embraer não pode vender seu avião super-tucano à Venezuela só porque o fabricante norte-americano de um único componente não permitiu. Isto não é soberania nacional – afirmou o geólogo.
Estrella comentou a notícia de que um jornalista inglês criticou a agência de fomento do Reino Unido por financiar a Rolls Royce para fornecer turbinas para as plataformas de produção da Petrobras.
– Isto é reflexo do papel de efetivo protagonista na geopolítica mundial que o Brasil passou a desempenhar. Há uma pressão internacional para que não tenhamos o pré-sal produzindo e o país não atinja níveis soberanos de desenvolvimento e crescimento. Essa é a questão que a sociedade brasileira vai ter que discutir e escolher nas próximas eleições se quer a continuidade do projeto que esse governo implantou ou se prefere um projeto de país subalterno – disse Estrella.
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