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Estudantes de engenharia da Uerj participam do “Café com o presidente”
O Clube de Engenharia promoveu, no dia 23 de março, mais uma edição do “Café com o presidente”. Nesta edição, o evento contou com a participação de cerca de 144 estudantes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), que lotaram o salão nobre do Clube, no 24º andar de nossa sede. Os alunos foram recebidos pelo presidente do Clube de Engenharia, Francis Bogossian e pelo diretor de Atividades Sociais, Jaques Sherique.
O diretor de Atividades Sociais falou sobre os quase 130 anos de história do Clube de Engenharia e abordou também a resolução Nº1010, do Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura (Confea), do qual eu foi conselheiro pelo Rio de Janeiro.
– A partir de 2005, aqueles que desejarem poderão exercer outras atividades, o que era impossível até então. A pessoa era “condenada” a passar o resto de sua vida na modalidade que foi escolhida no dia do vestibular. Agora você escolhe o campo de atuação profissional e pode fazer novos estudos por meio de pós-graduação, mestrado, doutorado e até mesmo graduação. Isto se chama “matriz do conhecimento” – explicou Sherique.
O presidente do Clube de Engenharia, Francis Bogossian, disse que o desenvolvimento está ressurgindo e a engenharia está sendo solicitada.
– Hoje não temos engenheiros suficientes para atender ao desenvolvimento. Vocês estão fazendo engenharia numa época em que o engenheiro está sendo solicitado, como antigamente, quando o aluno se formava e escolhia o lugar onde ia trabalhar. As grandes potências do passado, como EUA e URSS, disputavam quem era mais capaz pelo número de engenheiros que formavam – destacou o presidente do Clube.
CICLO BÁSICO
Francis também abordou a falta de motivação provocada pelo programa do ciclo básico do curso de engenharia.
– Muitos estudantes vão esperando encontrar matérias de engenharia no Ciclo Básico. Alguns se decepcionam, pois vão rever matérias como Física, Matemática e Química. Por causa disso, quase larguei a engenharia, há quase 55 anos atrás. Mas comecei a freqüentar o Clube de Engenharia e me apaixonei pela geotecnia através do professor Antonio José da Costa Nunes, que me arrumou meu primeiro e único emprego.
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