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Diretoria Técnica, através da DEA e da DRHS, comemora o Dia da Árvore com solenidade e palestra técnica
A Diretoria de Atividades Técnicas, através das divisões técnicas de Engenharia do Ambiente (DEA) e Recursos Hídricos e Saneamento (DRHS) promoveu, no dia 22 de setembro, solenidade pela passagem do Dia da Árvore. Fizeram parte da mesa do evento o diretor do Clube de Engenharia, Jose Stelberto Porto Soares, o vice-diretor do Instituto de Florestas da UFRRJ, Tokitika Morokawa, o coordenador de Coleções Vivas do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Ricardo Reis, o diretor-executivo do Instituto Bio-Atlântico, Carlos Alberto Mesquita, o chefe da DRNR, Ibá dos Santos Silva e o sub-chefe da DEA, Benedicto Humberto Rodrigues Francisco (foto).
O diretor do Clube Stelberto Soares afirmou que falar da arvore é falar do símbolo da vida.
– Não estou aqui por formalidade. É vontade do presidente e da diretoria apoiar as divisões técnicas especializadas, reforçando suas ações e ouvindo-as para que o clube seja representado com base no que pensam seus associados, particularmente os que atuam nas DTEs. Uma árvore, seu tronco e seus galhos são usados para representação genealógica e as DTEs são os ramos do Clube de Engenharia. É preciso que estes ramos estejam viçosos para que o clube respire e viva.
Stelberto, que também é diretor da sede campestre do Clube, solicitou o apoio de todos para fazer “uso adequado daquele nicho ecológico”.
– Soube de várias propostas para a sede campestre como venda, loteamento, cessão, aluguel, entre outras. Precisamos ter propostas concretas e sustentáveis. Hoje, num evento com enfoque ambiental, convoco todos a pensar a sede campestre, nosso jardim, tão pouco frequentado e aproveitado pelos sócios.
ENERGIA RENOVÁVEL
O engenheiro florestal Tokitika Morokawa citou dados da FAO, segundo os quais a reserva de floresta nativa do Brasil, com 477 milhões de hectares, é a maior do mundo (12% do total mundial), acumulando 108 bilhões de toneladas de fitomassa – que contem 50 bilhões de toneladas de carbono seqüestradas (imobilizadas), cifra esta equivalente a 109 bilhões de barris de petróleo em termos energéticos.
– O Brasil ocupa uma posição privilegiada quanto às reservas de energia, ocupando terceiro lugar quanto ao potencial hidroelétrico, detendo 3.040 terawatt/hora/ano, décimo lugar em carvão mineral, com 32 bilhões de toneladas, décimo sexto lugar em petróleo, com 11,8 bilhões de barris, além de contar com 310 bilhões de metros cúbicos de gás natural e 300 mil toneladas de urânio (sexto lugar). Com o pré-sal, as reserva brasileira de petróleo e gás natural poderá alcançar em torno de 100 bilhões de barris equivalentes de óleo, podendo ocupar a sexta posição no mundo.
Segundo dados do Balanço Energético Nacional (BEN/MME), disse o pesquisador da UFRRJ, a energia mais consumida no Brasil é o petróleo e seus derivados, seguindo-se a energia hidráulica transformada em hidroeletricidade, cana-de-açúcar (álcool e bagaço), madeira (lenha e carvão vegetal) e carvão mineral.
– Entre 1970 a 2006, a oferta interna de energia do Brasil aumentou de 67 para 226 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (tep), ou seja, 238%. O aumento de energia não renovável foi de 346% no mesmo período devido ao aumento de consumo de gás natural (12.700%), de carvão mineral (455%) e inclusão de urânio com a inauguração de usina atômica. Por outro lado, a energia renovável cresceu no mesmo período 161% devido à redução de 10% de energia de madeira. Porém foi muito significativo o crescimento de energia hidroelétrica (881%) e de derivados de cana-de-açúcar (818%) – disse.
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