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União é o primeiro passo
Neste primeiro editorial do Jornal do Clube de Engenharia, queremos, mais uma vez, agradecer a todos que participaram do processo eleitoral, independente da chapa em que votaram. Só o fato de terem se deslocado até aqui é um sinal de que querem participar numa luta comum pelo desenvolvimento da Engenharia Nacional.
O primeiro passo da nova Diretoria eleita é unir o Clube de Engenharia, sem qualquer tipo de discriminação ou ideologia, em torno dos interesses soberanos, não só da Nação Brasileira, mas também do Estado do Rio de Janeiro.
Não podemos deixar de agradecer a nossos antecessores que administraram uma eleição democrática com debates do mais alto nível.
O Clube de Engenharia pode, com a união de todos, fazer muito mais pela engenharia. A nova diretoria, sem pretensões políticas ou preconceitos de qualquer espécie, ambiciona que o Clube de Engenharia volte a ser ouvido e consultado como foi, por exemplo, sob a gestão de Paulo de Frontin, Maurício Joppert e Hélio de Almeida.
A Engenharia é a mola propulsora de qualquer economia. E não é diferente no Brasil. Não se faz um país desenvolvido sem Engenharia. Entendemos que cada uma das Divisões Técnicas do Clube é um fórum natural de debates da Engenharia e a porta de entrada para novos sócios. A nova Diretoria está comprometida em priorizar apoio administrativo e ampla divulgação dos trabalhos e ações das DTEs.
A importância das DTEs na formação complementar dos profissionais de engenharia é indiscutível. É preciso transformar o Clube num forte catalisador na relação universidade/empresa, de forma a estimular o programa de visitas e palestras técnicas. Com respaldo das DTEs, a nova Diretoria do Clube vai se engajar em um trabalho com vistas à reformulação do Ensino de Engenharia no País e também estudar a viabilidade da implantação da Certificação Profissional dos Engenheiros, como já é praxe nos países desenvolvidos.
Pretendemos submeter ao Conselho Diretor a idéia de acolher a Academia Nacional de Engenharia, como faz com a FEBRAE. A ANE, de braços dados com as DTEs, poderá estudar, analisar e cooperar tecnicamente com diversos temas importantes para o desenvolvimento nacional.
O Clube tem que ser a Casa da Engenharia, unindo alunos, professores, engenheiros de estudos, de projetos, de obras e os empresários, para uns ajudarem os outros e todos ajudarem o país. Urge analisarmos mecanismos legais e administrativos de indução e estímulo à maior participação da engenharia nacional nos gastos totais com engenharia do país.
O presidente irá convidar os ex-presidentes para reuniões periódicas a fim de absorver a experiência que cada um desejar transmitir. O presidente, os vice-presidentes e todos Diretores estão à disposição para ouvir todos os associados, de forma irrestrita, para levar os pleitos justos à decisão do Conselho Diretor, se necessário, ou resolvê-los, administrativamente, quando for o caso.
O Clube de Engenharia precisa estar presente em todos os debates nacionais e engajado junto a Conselhos setoriais de todos os níveis de governo, nas questões que envolvem programas e projetos relacionados com a engenharia, inclusive na formação acadêmica.
A retomada do desenvolvimento é uma tese histórica do Clube a ser preservada e estimulada, nela inserindo-se o conceito da sustentabilidade. Importante, também, é lutar por políticas industriais que permitam o desenvolvimento tecnológico nacional e a execução no Brasil de produtos e serviços com alto valor agregado.
A nova diretoria entende que é indispensável uma maior participação do Clube em ações relacionadas a movimentos sociais e nacionais, como por exemplo, Ética na Política e integração aos movimentos sérios em defesa da Amazônia.
Outro tema, pela importância para o país e para o Estado do Rio de Janeiro, ao qual o Clube de Engenharia precisa estar atento é quanto à exploração e aplicação dos recursos do petróleo e gás do pré-sal. Pretendemos criar um fórum de discussão e acompanhamento constante, tendo em vista sempre a defesa dos interesses nacionais e fluminenses. Não podemos permitir que esta enorme riqueza seja desperdiçada e o Brasil repita os erros de países como, por exemplo, Arábia Saudita, Nigéria e Venezuela, onde a receita do petróleo não serviu para melhorar o nível de vida da população.
Estas ações e quaisquer outras propostas à nova Diretoria serão analisadas, os associados serão consultados, quanto à forma de participação do Clube, e submetidas à decisão final de nosso Egrégio Conselho Diretor.
A Diretoria
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