Geólogos analisam águas minerais do Estado do Rio de Janeiro

A Diretoria de Atividades Técnicas, através das divisões técnicas de Engenharia do Ambiente (DEA), de Recursos Naturais Renováveis (DRNR) e de Recursos Minerais (DRM) promoveu, no dia 26 de novembro de 2008, a palestra “Águas minerais do Estado do Rio de Janeiro”, apresentada pelos geólogos Lúcio Caetano e Thaís Pimenta.

Lúcio Caetano alertou para a necessidade de um debate amplo sobre a excessiva burocracia do setor, o que dificultaria o resgate de importantes águas minerais tradicionais do estado, atualmente paralisadas como Salutaris (ferruginosa), Iodetada de Pádua (alcalina terrosa e iodetada), Calita (alcalina terrosa cálcica) e Avahy (carbogasosa). Ele apresentou, através de fotos e mapas, os diversos tipos de classificação e os padrões de qualidade da água mineral brasileira, em especial as do estado do Rio de Janeiro. Apresentou também trabalhos para captação e definição do perímetro de proteção da fonte contra contaminação ou alteração nas características originais da água mineral.

– É preciso despertar a consciência em relação ao árduo processo burocrático para legalização de uma indústria de água mineral no estado do Rio de Janeiro e a necessidade de se propor mudanças nessa política. O empresário precisa percorrer um longo e dramático caminho nos doze órgãos responsáveis pela legalização dessa indústria. Uma gestão pública responsável deve ser voltada para o uso racional e sustentável da água e não à produção de documentos como alvarás, outorgas, registros, cadastros, concessões e portarias – disse.

Segundo Thaís Pimenta, existem hoje no estado diversas fontes de águas minerais com potencial crenoterápico (uso de águas minerais para cura ou melhoria do funcionamento do organismo humano) que estão praticamente abandonadas. Entre essas águas destacam-se as águas: Salutaris (Paraíba do Sul), Iodetada de Pádua (Santo Antônio de Pádua), Calita (Cantagalo) e Avahy (Itaperuna).

– A água Salutaris, cuja produção de água envasada iniciou-se no final de 1890 sendo, portanto, uma das pioneiras no estado do Rio de Janeiro, é classificada como água mineral alcalino terrosa e ferruginosa e, por causa do sabor elevado de ferro, não vem mais encontrando uma boa aceitação no mercado. Por esse motivo encontra-se com suas atividades de envase paralisadas. O mesmo acontece com as marcas Pádua, Calita e Avahy – explicou.


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