Bióloga analisa evolução do gerenciamento de resíduos sólidos

A Diretoria de Atividades Técnicas, através das divisões técnicas de Engenharia do Ambiente (DEA) e de Recursos Naturais Renováveis (DRNR) promoveram, no dia 11 de dezembro a palestra “Gerenciamento de Resíduos Sólidos”, proferida pela bióloga e gestora ambiental Vanessa Plavnik.

Segundo a especialista, a geração de lixo data do início da humanidade, quando nossos resíduos eram na sua totalidade de origem orgânica.

– Era fácil fazer com que eles retornassem ao ciclo da natureza simplesmente atirando-os para longe, onde serviam de alimento e adubo. Com o surgimento das grandes cidades na mesma escala em que aumentava a população, cresciam os problemas de pragas, roedores e insetos advindos do descarte descontrolado de lixo, que se amontoava nas ruas. Surgiam assim, os primórdios do gerenciamento de resíduos urbanos.

Segundo a bióloga, com a revolução industrial, chegaram novos tipos de resíduos, inorgânicos e perigosos.

– Logo, se aprendeu, através de acidentes, doenças e catástrofes que “esconder” esses lixos não solucionava mais a equação. O problema com os resíduos só vem se agravando com o passar dos anos. Aterros esgotados e tratamentos dispendiosos nos mostram que o melhor tratamento dos resíduos é a não geração. É aprender com a sábia natureza de que nada se perde, tudo se transforma – ressaltou.

Para Vanessa Plavnik, o gerenciamento de resíduos existe para que possamos conhecer melhor as etapas de sua geração, possibilitando, assim, que o termo lixo entre em desuso “e esqueçamos um dia de que já existiu o inútil, o inservível, o tóxico”.

– Dessa forma, a definição de resíduo realmente será “sobra de processos ou atividades e que não possam ser utilizados com a finalidade para as quais foram originalmente produzidos”.


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