Estado do Rio mapeia produtos com potencial para novas indicações geográficas

Um mapeamento de potenciais produtos originários do Rio de Janeiro e a formação de grupos de trabalho para suas respectivas adequações às rígidas normas das Indicações Geográficas (IG) de Procedência foram os principais temas abordados na Oficina de IGs, coordenada pela Delegacia Federal de Agricultura do Ministério da Agricultura no Estado (DFA-RJ/MAPA) no dia 25 de novembro. O evento foi uma promoção da Diretoria de Atividades Técnicas, através das divisões técnicas de Recursos Naturais Renováveis (DRNR) e de Engenharia do Ambiente (DEA).

Durante a realização da oficina foi destacada a importância das IGs para o desenvolvimento regional e os compromissos sociais e ambientais que implicam. Os participantes estabeleceram um diagnóstico dos produtos potenciais originários de todas as regiões do estado com características para receberem Indicações Geográficas de Procedência. Para fortalecer novas iniciativas foram formados grupos de trabalho que identificaram necessidades de melhoramento e em comum a necessidade de se buscar parcerias, estabelecer planos de negócios e incentivar o associativismo, entre outras medidas.

Das regiões Norte e Noroeste foram citados entre outros produtos o côco de Quissamã, os doces de Campos, a água iodada de Raposo e as rochas ornamentais de São Francisco. Da Região Centro-Sul e do Médio Paraíba foram indicados entre os principais o tomate e os produtos orgânicos, de Paty do Alferes a truta, de Mauá e Resende o leite e dos municípios de Valença, Vassouras, Barra Mansa e Itaperuna os laticínios.

Da Região dos Lagos, a maricultura, a moda praia e o artesanato de fibra de bananeira; da Região Metropolitana, o aipim de Santa Cruz, as plantas ornamentais e a banana de Guaratiba e dos parques do Mendanha e da Pedra Branca, respectivamente. Da Região Serrana, os principais potenciais são as frutas como o morango, o caqui e a pocan, essa última especialmente a de Teresópolis, os orgânicos e o mel.

A Costa Verde, que já tem as cachaças de Paraty, contribui ainda com o palmito cultivado, frutos do mar, como vieiras e coquilles Saint Jacques e a gastronomia sustentável. No encerramento da oficina os produtos da região foram postos à prova em uma degustação das cachaças certificadas – Coqueiro, Engenho D’Ouro, Murycana, Maria Izabel, Corisco e Paratiana. Para acompanhar, um buffet produzido pelos chefs Ronara Toledo e Mauro Bernardes, do restaurante Caminho do Ouro, um dos participantes do movimento pela sustentabilidade.


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