Almoço de outubro tem a presença do vice-prefeito eleito do Rio

Foto: Fernando AlvimA diretoria de Atividades Sociais promoveu, no dia 9 de dezembro, almoço em homenagem ao Dia do Engenheiro, Arquiteto e Agrônomo e à nova administração municipal. Foram convidados para integrar a mesa principal do encontro o presidente do Clube de Engenharia, Heloi Moreira, o vice-prefeito eleito do Rio, Carlos Alberto Muniz, o ex-presidentes do Clube Raymundo de Oliveira e Agostinho Guerreiro, os futuros subsecretários municipais Altamirando Moraes (Meio Ambiente) e Ricardo Rotemberg (Casa Civil), o presidente da Associação de Empresas de Engenharia do Estado do Rio de Janeiro (Aeerj), Francis Bogossian, além dos presidentes nacional e estadual do Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco), respectivamente José Roberto Bernasconi, e Rodrigo Meirelles Sigaud.

O presidente da Aeerj, Francis Bogossian, disse que a despeito da crise econômica internacional e de sua repercussão pelo mundo, o Brasil está vivendo um período de grande esperança.

– O PAC é um indício forte da necessária retomada do desenvolvimento, que estamos esperando há décadas. Isto significa que as oportunidades para os engenheiros estão se reabrindo, sejam eles projetistas, construtores, executores de obras ou controladores. Este é o primeiro dos motivos que devem nos deixar cheios de esperança. Em segundo lugar, o governador do estado se entendeu com o governo federal e começamos a ver que o Rio, que tinha sido abandonado desde que deixou de ser capital da República, passou a ser considerado de uma maneira muito especial. Isto vai beneficiar primeiramente o povo e em segundo lugar os engenheiros, porque não há desenvolvimento sem engenheiro. Também me entusiasmou verificar que o prefeito eleito deu a mão ao governo do estado e vice-versa. Então estamos vendo fechar a aliança entre os três níveis de governo. Hoje faltam engenheiros no mercado de trabalho, pois estão todos ocupados. Estou agora estudando investimentos para aumentar minha empresa, acreditando que o Brasil não vai parar – afirmou Bogossian.

O vice-prefeito eleito da cidade do Rio de Janeiro, Carlos Alberto Muniz, iniciou destacando a presença do ex-diretor da antiga Escola Nacional de Engenharia, Afonso Henriques de Brito, “que foi diretor numa época em que enfrentamos uma das situações mais adversas”.

– Ele soube conduzir com firmeza, ajudando democraticamente a que se mantivessem as condições de diálogo. Quero aproveitar e dizer a todos vocês que sou quase engenheiro, tendo cursado até o quarto ano. Tive o curso interrompido pelo ato Institucional nº 5. Então, tenho a alma de engenheiro. Uso na vida pública uma série de ensinamentos da escola de engenharia que foram básicos para a organização do meu raciocínio. Por isso tenho como referência, na minha forma de pensar e refletir, o convívio com os companheiros do Clube de Engenharia – destacou.

COMPROMISSOS

O vice-prefeito eleito assegurou que ele e o prefeito-eleito Eduardo Paes cumprirão os compromissos assumidos durante a campanha eleitoral.

– As dificuldades que se colocam com a crise internacional são desafios a mais para que possamos implementar mudanças. O rompimento do isolamento do executivo municipal como elemento fundamental para resgatar a vitalidade da cidade foi entendido pela maioria do eleitorado. Hoje já temos uma parceria não só com o presidente Lula, com quem já tivemos duas reuniões, como com o governador Sergio Cabral e todo seu staff. Nosso planejamento será o da economia de forças e escala, de forma a potencializar os recursos que estão disponíveis hoje para a cidade do Rio de Janeiro – garantiu.

Muniz afirmou que o futuro governo municipal não pode prescindir do trabalho com o Clube de Engenharia e do Crea-RJ.

– Vamos planejar convênios e assumir tarefas que podem ser, se for do interesse das instituições, divididas e executadas em conjunto. É preciso respeitar o papel de cada entidade, o acúmulo que elas possuem e principalmente sua representatividade. Cada instituição dará sua cota para que possamos promover mudanças fundamentais na administração municipal.

O presidente do Clube de Engenharia, Heloi Moreira, disse que a entidade, ao longo de seus quase 130 anos, construiu uma sólida identidade com a cidade do Rio de Janeiro, “contribuindo decisivamente na configuração da nossa ‘urbe’”.

– Mais do que emblemático é a nossa localização nesta “Avenida Central”, tendo nosso Conselho Diretor, na ocasião da sua construção, discutido intensivamente o seu projeto, execução, viabilidade, e suas conseqüências. A atual cara da cidade nasceu aqui, neste Clube. Paulo de Frontin, Pereira Passos, Carlos Sampaio, Rebouças, Rodrigues Alves, Oscar Niemeyer, Burle Marx, os Irmãos Roberto e Lúcio Costa e tantos outros colegas desenharam o Rio como é hoje. Temos, portanto, a responsabilidade de preservar esta  maravilhosa cidade e trabalharmos continuamente para entregá-la melhor as futuras gerações – ressaltou.

PLANO ESTRATÉGICO

Heloi Moreira disse que é preciso redobrar energias e criatividade para superar os desafios.

– As últimas administrações da cidade pouco ou quase nada olharam para as áreas mais carentes, principalmente o subúrbio e a Zona Oeste. O estado lastimável do calçamento e a ocupação irregular das ruas no Centro da cidade são, no mínimo, desalentadores. É tarefa prioritária da futura administração, aí compreendido prefeito e Câmara de Vereadores recém eleitos, a elaboração de um plano estratégico, focado nas vocações naturais da cidade e intelectuais de nossa população. O turismo, por nossas belezas naturais e espírito receptivo do carioca, as atividades produtivas da era do conhecimento, a industria da informática e do software, a industria do cinema e da televisão, a retomada na área de engenharia de projetos, a retomada da industria naval e equipamentos off-shore, a retomada da construção metal-mecânica, voltada para o petróleo e gás,  a industria de equipamentos nucleares e a construção civil são todas atividades fortes geradoras de empregos, riquezas e tributos.
Heloi destacou a vocação da cidade para a área da inteligência.

– Concentrados nesta cidade temos, pelo menos, cinco grandes e importantes universidades, cinco centros de pesquisas, as duas maiores instituições brasileiras de estudos e financiamento de projetos, as duas maiores empresas de energia do país, entre outras. E também toda uma massa de cérebros inteligentes e experientes que vivenciaram as grandes empresas de projetos e consultorias da engenharia nacional. São, todas, atividades emuladoras do conhecimento e do contínuo aprendizado em todas as camadas socioeconômicas, a traduzir-se em continuada elevação do salário e do padrão de vida da sociedade carioca – analisou.

O presidente do Clube disse ainda que é fundamental o soerguimento da engenharia pública para “recapacitar, valorizar e reconhecer a importância da engenharia municipal”.


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