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Especialistas do setor elétrico analisam em painel no Clube blecautes em sistemas interligados
A Diretoria de Atividades Técnicas do Clube de Engenharia promoveu, no dia 24 de novembro, mesa redonda sobre o blecaute ocorrido no sistema interligado brasileiro nos dias 10 e 11 de novembro. Participaram como debatedores o conselheiro do Clube e secretario executivo do Ilumina Olavo Cabral Ramos Filho, o diretor do Ilumina Luiz Pereira e os consultores do Ilumina Roberto D’Araujo e Oscar Kastrup.
Os palestrantes ressalvaram que não atuam mais em órgãos ou empresas do setor elétrico e que nenhum relatório oficial sobre o blecaute tinha sido emitido pelo Operador Nacional do Sistema (ONS) até o dia da mesa redonda, “sendo as suposições levantadas nos debates baseadas em fotos e notícias de jornais no dia seguinte ao apagão”.
Entre outros, foram abordados no evento os seguintes tópicos, considerados como os mais relevantes pelos especialistas: as diferenças entre o conceito de “racionamento”, tal como ocorreu nos anos de 2001 e 2002, e o de apagão ou blecaute. Foram recordados os blecautes ocorridos a partir de 1983 no sistema interligado brasileiro e em sistemas interligados de grande porte, como no dos E.U.A., em diversas ocasiões a partir de 1965.
NOVOS BLECAUTES
Os participantes enfatizaram a probabilidade de ocorrência de outros blecautes em sistemas interligados de grande porte, seja quais forem as otimizações tecnológicas em proteção, supervisão e controle. Foi ressaltado ainda o possível agravamento e o aumento da probabilidade da ocorrência de eventos geradores de blecautes por conta do “modelo institucional mercantil adotado nos anos noventa (blecaute de 1999) e conservado pela legislação em 2004”.
Os engenheiros comentaram, baseados em indicios preliminares e fotos na mídia, que um defeito ou possível vencimento da vida útil de um pára-raios de 750Kv na subestação de Ivaiporã poderia ter permitido a passagem de surtos e descargas atmosféricos para o interior da subestação, “causando o correto porém devastador desligamento de três linhas de transmissão”.
O engenheiro Carlos Augusto Ramos Kirchner lembrou defeitos em pára-raios de 440 kv na substação de Bauru como causa do blecaute de 1999, com o agravante de o sistema interligado, naquela ocasião, estar bastante fragilizado.
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