Biblioteca digital quer democratizar informação

Da esquerda para a direita, no Centro Cultural, Margareth Moraes, Alcides Lyra, Cláudia Petrúcio e Paulo Miguel Fonseca (Foto: Fernando Ribeiro)A Diretoria Culturais do Clube de Engenharia promoveu, no dia 29 de outubro, uma mesa redonda com o tema "Biblioteca digital: a democratização da informação", com a participação do historiador e coordenador da Rede Memória Virtual Brasileira (RMVB) da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), Paulo Miguel Fonseca, e das bibliotecárias do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Margareth Moraes, e do Clube de Engenharia, Cláudia Petrúcio.

O projeto Rede da Memória Virtual Brasileira, desenvolvido pela FBN com financiamento da Finep, pretende apoiar a automação e disponibilização, em meio eletrônico, dos acervos de bibliotecas participantes, inventariando e disseminando a memória brasileira armazenada nas diversas coleções espalhadas pelo país.

– A criação e geração de conteúdos digitais inéditos, de relevância para a cultura regional e nacional, e sua difusão através do Portal da RMVB permitirão a universalização do acesso à diversidade cultural brasileira. Através do Portal o visitante poderá conhecer a arte, a música, a literatura e a história do país ou da sua região, tendo acesso também a documentação proveniente dos acervos das bibliotecas universitárias e públicas. O objetivo da Rede é fazer com que o país conheça suas raízes – destacou o coordenador da RMVB.

Segundo a bibliotecária do Clube, o projeto da RMVB permitirá a digitalização em DVD de nosso acervo cultural, como fotografias, documentos e revistas de relevância histórica.
– Neste trabalho inicial foram selecionadas 103 obras, que geraram 270 imagens. Foram selecionados apenas trabalhos com pelo menos oitenta anos, em função dos direitos autorais. Todas têm caráter histórico relevante. O acervo digitalizado engloba documentos, fotografias, inventos, a primeira Carta Geográfica do Brasil, elaborada por engenheiros da entidade, e as primeiras Revistas do Clube (de 1887 à 1952) – disse a bibliotecária.

BIBLIOTECAS FRANCESAS

A Biblioteca Digital pode ser acessada através do site da Biblioteca Nacional (www.bn.br). No momento estão disponíveis apenas 17 obras do Clube, pois o site está em implantação.
Margareth Moraes apresentou a 2ª edição de seu trabalho em CD-ROM com o relato de sua experiência profissional em dez Bibliotecas Francesas, entre elas a do Centro George Pompidou – como primeira bibliotecária brasileira a ser selecionada para estágio profissional – a Biblioteca Nacional da França e as bibliotecas do Museu Nacional de História Natural, do Centro de Documentação do Instituto Francês de Petróleo, do Bureau de Recherches Géologiques et Minières, a Mediateca da Cidade de Ciências e Indústria de La Villette e Alcazar e a Biblioteca Regional de Marselha. O CD-Rom será distribuído para as bibliotecas públicas do país. Um exemplar já foi doado ao Clube.

– O CD-ROM, interativo e multimídia, é também um trabalho de acessibilidade para usuários especiais. Ele foi elaborado para atender à demanda de 37 Faculdades de Biblioteconomia brasileiras e a uma rede de 5.000 bibliotecas municipais no Brasil. O trabalho em formato Power Point, do CD-ROM, está disponibilizado no site do Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB), no link Sala de Leitura, (http://www.cfb.org.br) – disse Margareth.


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