Clube homenageia Finep por contribuição à inovação tecnológica

Foto: Fernando AlvimA diretoria de Atividades Sociais promoveu, no dia 28 de fevereiro, almoço em homenagem à Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Participaram da mesa principal o presidente do Clube de Engenharia, Heloi Moreira, os superintendentes da Finep Carlos Ganen (Articulação Institucional), Eliane Bahruth (Planejamento), Avílio Franco (Institutos Tecnológicos e de Pesquisa) e Julio César Medeiros (Recursos de Humanos), dos membros dos conselhos da Finep Lindolpho de Carvalho (Consultivo) e Onofre dos Santos (Administração) e do diretor executivo da ABCE e conselheiro do Clube, Hélio Amorim.

O superintendente da área de Articulação Institucional da Finep, Carlos Ganen, disse que o Clube de Engenharia foi e continuará sendo a base do pensamento e da formulação estratégica do país. Segundo Ganen, a Finep – a “agência brasileira de inovação” – nasceu para ser um fundo no Brasil dos anos 50.

– O Brasil já tinha, na década anterior, construído as bases da imobilização fixa, com o BNDE, sem o “s”, a CNPq, a Capes, e o estabelecimento da política do Ministério da Educação e Saúde, ainda em 1953. Aí nasce a agência que vem financiar estudos, planos, projetos e programas. Constrói-se junto com isso a base instalada de pesquisa, a infra-estrutura laboratorial que iria dar suporte à pós-graduação, através da constituição do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

O executivo lembrou que a Finep realizou este trabalho como inquilina do Clube de Engenharia, “desafiando a lógica como a marquise deste prédio desafia o senso, a curva que desafia a reta e que constrói sonhos, como o da agência brasileira de inovação”.

– Sou testemunha ocular dessa história. Vivi nesse prédio anos incríveis, de constituição e defesa da engenharia nacional, da nacionalização do segmento da engenharia consultiva, que atuou com audácia e destemor, agindo de forma a apresentar propostas.

CONCORRÊNCIA INTERNACIONAL

Para o superintendente da Finep, no final dos anos setenta, quando encontrou dificuldades no mercado interno, a engenharia brasileira enfrentou a concorrência internacional.

– O “milagre” se desfazia no ar, prestes a entrarmos na década perdida de oitenta. Com o fechamento do mercado, nossa engenharia voltou-se com sucesso para a América Latina, a África e o mundo dos petrodólares. Depois dessa fase, vimos a Finep, de uma pequenina instituição financeira do pré-investimento, se tornar, de um lado, um banco de ciência, apoiando a pesquisa e a pós-graduação, e do outro, financiando o desenvolvimento tecnológico das empresas nacionais. Essa fusão de interesses entre o pré-investimento e o investimento fixo tem na Finep a sua verdadeira conseqüência e constituição – disse.

Carlos Ganen destacou que a Finep tem um orçamento de R$ 2,8 bilhões para 2008, com recursos de fundos setoriais constitucionais, “que a rigor não deveriam ser glosados, mas que o foram ontem no Congresso Nacional, em função de restrições orçamentárias que o Brasil está enfrentando”.

– São recursos que serão empregados em projetos que esperamos ver materializado em operações em que os engenheiros serão artífices nos projetos de desenvolvimento tecnológico que a Finep irá apoiar. Registro também a satisfação de ter conseguido constituir ao longo dos últimos dez anos, junto com colegas da instituição, o Prêmio Finep de Inovação Tecnológica, o mais importante do país, que registrou no ano passado 722 inscrições – comemorou.

O presidente do Clube de Engenharia, Heloi Moreira, entregou ao superintendente da Finep placa comemorativa com os seguintes dizeres: “O Clube de Engenharia homenageia a Finep, na pessoa de seu presidente Luis Fernandes, como significativa agência financeira para o incentivo de pesquisas, tecnologias e de inovação científicas em prol do progresso do país”.

INDEPENDÊNCIA E BEM-ESTAR

Segundo Heloi Moreira, graças à Finep a pós-graduação brasileira se expandiu e se firmou no cenário internacional, pela consolidação de inúmeros grupos de pesquisa em universidades, centros de excelência e empresas de consultoria.

– Devemos também à Finep o suporte necessário para a criação de programas temáticos e a expansão da infra-estrutura para que nosso país possa desenvolver ciência e tecnologia, fatores indispensáveis para a nossa independência e o bem estar do povo brasileiro – enfatizou.

O presidente do Clube relacionou alguns exemplos da participação da Finep em “vitórias brasileiras”.

– Ao longo de quatro décadas a Finep contribuiu para tornar realidade o Tanque Oceânico para simulação da exploração de petróleo em águas profundas; o desenvolvimento da Embrapa, em especial no projeto de substituição de fertilizantes da cultura da soja; o Programa de Educação para a competitividade, envolvendo os ensinos fundamental e médio; a expansão da Embraer, particularmente no desenvolvimento do projeto do avião Tucano; na área da saúde, o projeto da pele artificial para o tratamento de queimados, a fabricação do AZT nacional e do medicamento oncológico totalmente fabricado no Brasil, entre outras iniciativas –disse.
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