DTES debatem impacto no meio ambiente pelo tráfico de animais silvestres

As divisões técnicas de Engenharia do Ambiente (DEA) e de Recursos Naturais Renováveis (DRNR) promoveram, no dia 28 de abril, a palestra "Impacto no Meio Ambiente pelo Tráfico de Animais Silvestres", proferida pelo professor do Curso de Ciências Ambientais da Universidade Santa Úrsula, Eduardo Maciel.

Segundo o especialista, o Brasil é considerado um país com "megabiodiversidade".
– Infelizmente essa riqueza traz conseqüências negativas através do tráfico de animais. Há uma estimativa de que essa prática ilegal movimente anualmente, em todo o mundo, de 10 a 20 bilhões de dólares – disse.

As aves constituem o grupo de animais mais procurados, destacando-se os psitacídeos (araras, papagaios e periquitos) e os passeriformes (canário, tico-tico, trinca-ferro e outros). O Estado do Rio de Janeiro é uma das principais rotas do tráfico nacional e internacional de animais silvestres. Os sobrevivem aos maus tratos da captura e transporte são mantidos em precárias condições de higiene, não resistindo por muito tempo. Os que chegam ao seu destino final podem ser transmissores de várias doenças como Raiva, Salmonellose e Clamidiose, entre outras, algumas delas mortais sem tratamento adequado.

– O tráfico de animais só ocorre porque existem pessoas interessadas em comprá-los para os mais diversos fins. Não adquira animais silvestres sem saber a origem, procure criadores e lojas autorizadas pelo Ibama e exija a nota fiscal – advertiu o professor.


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