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Conselheiro do Clube profere palestra sobre orçamento e construção da Cidade da Música Roberto Marinho
A Diretoria de Atividades Técnicas do Clube de Engenharia, através das divisões técnicas de Construção (DCO), de Estruturas (DES), de Geotecnia (DTG) e Urbanismo e Planejamento Regional (DUR) promoveram, no dia 3 de junho palestra sobre o projeto e a execução do empreendimento da Prefeitura do Rio "Cidade da Música Roberto Marinho". O palestrante foi o engenheiro do município Affonso Canedo, conselheiro do Clube, que fez uma explanação técnica sucinta sobre os projetos de arquitetura, de estrutura, complementares e sobre métodos executivos relacionados com a obra, localizada no cruzamento da Av. das Américas e Av. Ayrton Senna, Barra da Tijuca, Rio.
O projeto compreende uma praça pública suspensa, coberta, com 220m X 85m, com dez metros de altura, na qual se situam cinco setores: cinemas (450 poltronas, música de câmera (600 poltronas), administração e sede da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), ensaios e Grande Sala (1.800 poltronas).
Integram o projeto predial uma central de energia, sub-solos, rampas de acesso, escadas, escadas-rolante e elevadores, entre outros, representando um montante de área edificada de 93.000m² e uma área de entorno dotada de tratamento paisagístico com cerca de 95.000m², incluindo acessos viários diretos dos fluxos de tráfego da Avenida das Américas, leste e oeste, e intercomunicação viária (túneis) e de uso para pedestres (passagem inferior ), com o vizinho "Terminal Alvorada", também sob a Avenida das Américas.
O projeto arquitetônico caracteriza-se por paredes estruturais em concreto aparente, com diferentes raios de curvatura e comprimentos variáveis, desde o térreo até a cobertura, como velas de um navio expostas ao vento.
ESTRUTURA
De grande complexidade, a infra-estrutura foi dimensionada com estacas escavadas de diâmetros variando de 1,20m a 1,80m e estacas-barrete, similares a paredes-diafragma, de grande capacidade de carga, detalhadas com até 40m de profundidade, para absorver extraordinária concentração de esforços nas fundações (blocos com até 8.000t). A super-estrutura em concreto protendido aparente é composta de um tabuleiro-caixão, esplanada piso da praça, e correspondente cobertura, apresentando dois, três e quatro pisos intermediários nos diversos blocos estruturais. O Projeto apresenta vãos apoiados de até 35m e vãos de balanço de até 25m.
Os projetos de acústica e cênica foram concebidos por renomados especialistas internacionais, participantes dos maiores empreendimentos similares no mundo. A Grande Sala pode ser convertida, através da utilização de sofisticada tecnologia, para abrigar apresentações de música sinfônica, ópera ou balé.
A obra foi oferecida através de seis licitações sucessivas, ao longo de quatro anos, com objetos não similares, em um somatório total de R$ 450 milhões, envolvendo demolições, preparo do terreno, estruturas, instalações diversas, remanejamento de adutora da Cedae de 900mm de diâmetro, ao longo de 400m, construção de um parque, com tratamento paisagístico e acessos viários e de pedestres, com ligação direta com o vizinho Terminal Alvorada e mobiliário fixo para todas as dependências do complexo.
CUSTO TOTAL
A segunda delas, relacionada exclusivamente com a execução da infra e super-estrutura, resultou em um contrato de R$ 80 milhões. Segundo Canedo, esse valor, datado do primeiro semestre de 2004, hoje já reajustado e objeto de termo aditivo ao contrato original, foi atribuído equivocadamente ao custo total da obra.
Segundo o chefe da DCO, Antero Parahyba, no final da Palestra abordou-se, através de um quadro comparativo, os orçamentos de obras recentes similares em cidades como Copenhagen, Valência Luxemburgo, Porto, Los Angeles e Pequim. Segundo o palestrante, com exceção da Ópera de Pequim, na China, que ficou um pouco mais cara que a brasileira, todos os demais apresentam custo global de duas a quatro vezes superior ao da Cidade da Música do Rio.
Após sua apresentação, o engenheiro Affonso Canedo convidou para compor a mesa e responder a perguntas dos presentes a arquiteta Nanda Eskes, representante do Atelier Chistian de Portzamparc (autor do projeto), o representante da empresa de Consultoria Engineering, responsável pela coordenação geral dos projetos complementares, arquiteto Valber Bezerra, o conselheiro do Clube de Engenharia Bruno Contarini, da B.C. Engenharia (consultor de questões), e o engenheiro gerente de Contratos da Riourbe, Luiz Severino Nunes Machado.
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