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Descoberta de campos gigantes apontam para reservas superiores a 40 bilhões de barris de petróleo
A Divisão Técnica de Recursos Minerais (DRM) promoveu, no dia 4 de junho a palestra "O potencial petrolífero das Bacias Sedimentares Brasileiras", ministrada pelo geólogo Roberto Gonçalves de Souza.
Segundo o chefe da DRM, Walter Hildebrand, a abordagem é inovadora "na avaliação das potenciais reservas brasileiras de petróleo e das políticas de exploração adotadas até aqui pela nossa Petrobras e, mais recentemente, pela ANP".
Roberto Gonçalves considera que a descoberta pela Petrobras, nas bacias marítimas da região leste, de diversos campos super-gigantes apontam para reservas superiores a 40 bilhões de barris além dos 20 já comprovados. Mas, pergunta, estaria o petróleo restrito às bacias em que estamos obtendo tais resultados?
– No Brasil, das 29 bacias sedimentares com dados que existem, apenas 9 se apresentam como produtoras, sendo que em 20 não foram feitas descoberta que viabilizassem produção. Estas bacias não produtoras abrangem um território superior a 4.790 milhões de quilômetros quadrados, onde se pode prever um enorme potencial petrolífero por ser explorado. Neste enorme território, maior do que uma Europa Ocidental, destacam-se as bacias paleozóicas com uma superfície da ordem de 3,5 km². Nelas a exploração foi basicamente executada antes da década de 70, ainda antes da introdução da sísmica digital no país. Assim, basicamente, toda aquela pequena investigação foi feita sobre prospectos sem suporte, pois a presença de vulcânicas impedia resultados geofísicos confiáveis.
BACIA DE CAMPOS
Para o geólogo, o mais importante fator inibidor de pesquisa nestas bacias paleozóicas foi o sucesso na bacia de Campos, para onde foi dirigida a maior parte dos esforços do setor.
– Devido as suas dimensões territoriais e a proficuidade internacional do pacote paleozóico inferior pode-se estimar a existência de reservas superiores a 40 bilhões de barris no Paleozóico brasileiro, desde que seja feita uma exploração que leve em consideração o habitat do petróleo nas bacias similares produtoras. Por outro lado, mudando-se o objetivo para áreas mais rasas, tal pesquisa poderá ser feita a um baixo custo o que torna bastante atrativos os investimentos.
Roberto Gonçalves alerta que existem amplas possibilidades de que importantes descobertas sejam efetuadas.
– Qualquer país com tanta necessidade e oportunidade para mais exploração, como o nosso, políticas de incentivo à pesquisa nestas bacias de nova fronteira seriam incrementadas. Aqui a política petrolífera nacional ao contrário cria empecilhos como os de caráter ambiental, de proteção aos povos indígenas ou de exigências burocráticas, deixando de lado possibilidade de concretizar o sonho de "Brasil país do futuro" num curto prazo.
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