DTE promove palestra e lançamento de livro sobre setor mineral

A Diretoria de Atividades Técnicas, através da Divisão Técnica de Recursos Minerais (DRM) promoveu, no dia 12 de dezembro, a palestra "Recursos minerais do Brasil: distribuição, importância econômica e perspectivas futuras", proferida pelo PhD em Geologia Iran Machado, assessor do presidente da CPRM/Serviço Geológico do Brasil. Segundo ele, o Brasil atravessa um período de "rejuvenescimento" dos setores de geologia, mineração e exploração de petróleo e gás natural.

– O preço das commodities minerais disparou nos anos mais recentes, traduzindo principalmente o consumo crescente da China e da Índia, os membros mais populosos do BRIC (conjunto de economias emergentes representadas pelo Brasil, Rússia, Índia e China). Aqueles dois países, que representam mais de um terço da população mundial, desenvolvem políticas públicas bem sucedidas e dirigidas para a elevação do bem-estar de suas respectivas sociedades.

Segundo o geólogo, nosso país dispõe de um patrimônio mineral invejável, capaz de atender ao mercado interno e também à demanda crescente dos países vizinhos, do mundo industrializado e das economias emergentes. O PIB mineral, afirmou, atingiu a cifra de US$ 36 bilhões em 2005, tendo crescido continuamente desde o ano 2002.

– Tradicionalmente, a globalização vinha há séculos alcançando o Brasil de fora para dentro. No momento atual, como conseqüência do amadurecimento das nossas instituições e do nosso empresariado, faz-se mister um esforço no sentido de exercer a globalização de dentro para fora, aproveitando as oportunidades que despontam nos cinco continentes. Um bom exemplo disso é a atuação da Vale no exterior, hoje com negócios em muitos países.

Para Iran Machado, os desafios do setor são a flutuação dos preços de minérios, energia, logística e responsabilidade socioambiental, entre outros. O representante da CPRM propõe algumas mudanças no trato do subsolo pelo governo federal, levando-se em conta "a inevitável expansão da mineração na Amazônia", como mudanças radicais na política de mineração em terra indígenas, o estabelecimento de um zoneamento ecológico-econômico e a fiscalização intensa da mineração em faixa de fronteira, com a criação de royalties, talvez para as forças armadas.

– A integração socioeconômica da Amazônia ao resto do país pressupõe medidas concretas capazes de desenvolvê-la em bases sustentáveis, através de políticas públicas ousadas, auscultando a população local – disse.

TENDÊNCIAS TECNOLÓGICAS

Após a palestra foi lançado o livro "Tendências tecnológicas Brasil 2015: geociências e tecnologia mineral", que apresenta os resultados dos estudos desenvolvidos no âmbito do projeto "Setor mineral: tendências tecnológicas", patrocinado pela Finep através do Fundo CT Mineral.

O projeto realizou, ao longo do ano de 2006, estudos nas áreas de Geociências e Tecnologia Mineral, a fim de estabelecer uma agenda de prioridades para os desafios tecnológicos aplicados ao setor mineral, subsidiando a tomada de decisões em âmbito governamental, num horizonte de dez anos. O projeto foi coordenado e executado pelo Centro de Tecnologia Mineral (Cetem) do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM).

O lançamento foi antecedido por uma apresentação prévia realizada pelos editores do livro Adão Benvindo da Luz, diretor do Cetem, Gerson Matos, coordenador da CPRM, Zuleica Castilhos, coordenadora de Planejamento, Acompanhamento e Avaliação do Cetem, e Francisco Fernandes, pesquisador do Cetem. A publicação está disponível em versão eletrônica completa no endereço www.cetem.gov.br/livros.htm.


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