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Peça de Antonio Callado encerra Ciclo de Leituras no Centro Cultural
A diretoria de Atividades Cívicas e Culturais promoveu, no dia 17 de Dezembro a leitura do texto "Pedro Mico", de Antonio Callado, que marcou o encerramento do "Ciclo de Leituras Dramáticas Refletindo Palmares – Um Tributo ao Engenheiro André Rebouças". O evento foi realizado através de uma parceria que reuniu o Clube, o Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado do Rio de Janeiro (Sated-RJ) e o Centro Cultural Dercy Gonçalves, com o patrocínio da Fundação Cultural Palmares.
Esta foi a quarta apresentação do Ciclo, que lotou o auditório do22º andar do Centro Cultural Clube de Engenharia e teve "Arena Conta Zumbi", de Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri, "Gimba, Presidente dos Valentes", de Gianfrancesco Guarnieri, e "Eles não usam Black-Tie", também de Guarnieri.
Segundo o diretor Cultural do Clube, Alcides Lyra, todas as peças tiveram como pano de fundo "as grandes questões sociais, especialmente em relação a situação do negro em nosso país".
– Ao final de cada leitura foram realizados debates com o objetivo de analisar o momento político, os recuos e avanços na democracia brasileira nos campos social, político e racial, desde a queda do regime militar. Nesta oportunidade foram debatidas também formas de incentivar novos pensamentos sobre a situação do negro no Brasil frente às novas relações de produção – disse.
Pedro Mico é uma peça em um ato, escrita em 1957. Conta a história de um malandro carioca, negro e bem-humorado, que tem a fama de ser muito bom na arte de enganar a polícia. Sua grande agilidade em escalar prédios altos é a razão pela qual os jornalistas lhe deram o nome de Mico. Pedro Mico trata com leveza e humor de questões que se encontram em nossa conjuntura sócio-econômica atual: exclusão social, a condição do negro, a sobrevivência e a mulher, diante da condição de objeto.
A leitura no Clube teve a direção de José Sisneiro e, no elenco, Yve Carvalho, Adriana Medeiros, Lúcia Talabi, Alexandre Ferran e Pedro Fagundes.
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