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Congresso Brasileiro de Energia debateu desafios e oportunidades diante da crise financeira internacional
A Coordenação dos Programas de Pós-Graduação de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ), realizou, no dia 17 de novembro, no Centro de Convenções da Cidade Nova, o XII Congresso Brasileiro de Energia (CBE). O evento contou com palestra magna do ministro de Meio Ambiente, Carlos Minc. O desafio do setor diante da crise financeira mundial e das questões ambientais foi um dos temas debatidos na abertura do evento. O 2º vice-presidente do Clube de Engenharia, Helcio Costa, representou a entidade no congresso.
Também integraram a mesa de abertura a diretora da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Madga Chambriand, o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, o diretor da Comissão Nacional de Energia Nuclear, Laércio Antônio Vinhas, o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços, Julio Bueno, o diretor da Coppe/UFRJ, Luiz Pinguelli Rosa, o pró-reitor da UFRJ e professor de Planejamento Energético da Coppe, Carlos Levi, e o coordenador do Programa de Planejamento Energético da Coppe/UFRJ, Luiz Fernando Legey.
O ministro Carlos Minc ressaltou que as hidrelétricas terão processo de licenciamento ambiental acelerado para evitar a expansão térmica, considerada uma energia suja. Além disso, o ministro destacou a realização de um zoneamento agro-ecológico da cana-de-açúcar que definirá as áreas de plantio de cana para produção de etanol.
AUTONOMIA ENERGÉTICA
Helcio Costa disse que nos 30 anos e doze edições do Congresso foram produzidas diversas contribuições relevantes ao setor energético, tanto em trabalhos apresentados como em debates.
– Desde a 1ª edição, o Clube de Engenharia sempre fez questão de apioar e participar desses eventos, porque entendemos que é fundamental uma análise constante e profunda sobre tema tão relevante aos interesses nacionais. Quando se pensa energia se pensa futuro, porque energia é insumo básico para o desenvolvimento. O planejamento e as decisões relacionadas à energia dependem de uma série de condições, sejam elas econômicas, sociais, tecnológicas, ambientais e políticas – afirmou.
Para o 2º vice-presidente do Clube, esses fatores são inerentes a cada país e variam ao longo do tempo.
– Porém, defendemos que determinados princípios não devem ser alterados. A garantia do fornecimento de energia é responsabilidade do Estado, pois está vinculada às necessidades da produção e da população. Devemos buscar sempre nossa autonomia energética. Não podemos ficar a mercê dos humores do mercado ou de alterações na política de alguns países. Dessa forma, defendemos que a matriz elétrica deve ser essencialmente hídrica, com complementação térmica calcada fortemente em fonte nuclear – disse.
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