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Armadilhas na Medição de Desempenho Organizacional: como evitá-las?
A Diretoria de Atividades Técnicas, através das divisões técnicas de Engenharia Industrial (DEI) e Engenharia de Segurança (DSG) e a União Brasileira para a Qualidade, Seccional do Rio de Janeiro (UBQ-RJ) reiniciaram-se, no dia 10 de março, a série de palestras sobre gestão e qualidade que vem sendo realizadas no Clube de Engenharia. O primeiro palestrante do ano, engenheiro Tadachi Takashina, chefe da DEI, diretor da UBQ-RJ e autor do livro "Indicadores da qualidade e do desempenho" (Ed. Qualitymark), iniciou provocando a platéia, questionando sobre como evitar ou utilizas armadilhas.
– Tudo é uma questão puramente de que lado está o objetivo. Se a armadilha é da caça ou do caçador. Se for do caçador é uma estratégia ou objetivo para usufruir os benefícios; se for da caça é saber como escapar ou evitar para não cair – comparou.
Tadachi disse que as armadilhas estão presentes em todos os aspectos da vida, seja na natureza ou no dia a dia das atividades humanas. O engenheiro apresentou slides com exemplos de armadilhas em diversas áreas, como em lingüística (tautologia), exploração de petróleo (reservatórios de óleo e gás), engenharia civil (sifão, caixa de gordura), caça e pesca (arapucas) e medição de desempenho (desconhecimento da variação normal).
– Sem a medição de desempenho a organização não conhece os resultados do que está fazendo de forma quantificada; não distingue se melhorou ou piorou o desempenho em relação aos referenciais; não sabe quantificar as metas dos próximos ciclos de gerenciamento; e não há uma resposta satisfatória quanto à rentabilidade dos produtos e da organização, bem como ao cumprimento de prazos e à solução das demandas dos clientes. Em resumo, a maiorias das organizações vive fugindo das armadilhas, sem conhecê-las adequadamente e não consegue gerenciar na sua totalidade – disse.
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