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Especialista alerta que uso do Ascarel pode contaminar o meio ambiente
A Diretoria de Atividades Técnicas, através das divisões técnicas especializadas de Engenharia Química (DTEQ), de Energia (DEN) e de Ciência e Tecnologia (DCTEC), promoveram, no dia 2 de agosto, a palestra "Líquido isolante Ascarel: destinação final e alternativas de substituição". Os palestrantes foram o engenheiro químico Paulo Murat de Sousa, chefe da DTEQ, e o químico Jorge Fleming, professor da Cefet Química.
Ascarel, também conhecido como PCB, é o nome genérico de um produto sintético usado amplamente como líquido refrigerante em transformadores e capacitores pelas empresas de energia elétrica em todo mundo, devido basicamente à sua excelente estabilidade térmica e características dielétricas.
Entretanto, tendo em vista sua alta toxicidade, seu uso e comercialização foram proibido mundialmente, sendo que no Brasil desde 1981.
Entretanto, seu emprego ainda é permitido em equipamentos elétricos em uso, ou seja, cujo prazo de validade ainda não se esgotou. Estima-se, segundo dados divulgados em um recente encontro de engenheiros brasileiros especialistas no assunto, realizado na Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental de São Paulo (CETESB), que ainda existem milhares de toneladas de Ascarel no Brasil, em equipamentos em operação e/ou armazenados em áreas de empresas de energia elétrica. A maioria dos países Europeus já eliminou totalmente seus resíduos de Ascarel.
– Ou seja, no Brasil, existe um risco latente de grandes danos desse produto para a contaminação do meio ambiente (flora e fauna) e para a saúde de seres humanos – disse Paulo Murat.
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