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Olavo Monteiro de Carvalho recebe homenagem do Clube pelos 198 anos da Associação Comercial
A diretoria de Atividades Sociais promoveu, no dia 23 de agosto, almoço em homenagem aos 198 anos da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ). Fizeram parte da mesa o presidente do Clube de Engenharia, Heloi Moreira, o presidente da ACRJ, Olavo Monteiro de Carvalho, os vice-presidentes da ACRJ Áureo Salles de Barros, Juarez Machado Garcia, Luis Antonio de Godoy Alves, Marta Ferreira Arakaki, Rodrigo Paulo de Pádua Lopes, Ronaldo Chaer do Nascimento, Rudolf Hohn e o presidente do Conselho de Meio Ambiente da ACRJ, Haroldo Matos.
O presidente da ACRJ, Olavo Monteiro de Carvalho, destacou que não se lembrava de ter reunido tantos vice-presidentes representando a ACRJ em algum outro evento.
– Esta é uma demonstração de apreço mais do que justificado pelo Clube de Engenharia pois, como a Associação Comercial, trata-se de instituição mais que centenária – a ACRJ se aproxima dos 200 anos de fundação. Um dos principais legados que gostaria de deixar em meu mandato é uma completa história da entidade, bem como uma pesquisa profunda sobre o envolvimento do Barão de Mauá com a casa. Fala-se muito que a Associação Comercial é a Casa do Barão de Mauá, mas quero que isso seja valorizado, porque essa figura é emblemática para todos nós empresários. Nessa pesquisa, certamente as duas entidades vão se encontrar em diversos episódios – disse.
Segundo Olavo Monteiro de Carvalho, atualmente o foco dos tra
alhos da Associação Comercial está dirigido para a região metropolitana do Rio de Janeiro.
– Desde que assumi, verifiquei que o Estado do Rio de Janeiro vai muito bem. Temos um volume de investimentos anunciados, alguns deles já em curso, que nenhum outro estado do Brasil tem. Fico sempre com receio de dizer a cifra – porque ela é tão grandiosa – mas o governo diz que são R$ 60 bilhões. Nosso grande desafio é fazer com que esses investimentos tragam benefícios para esta região, onde está localizada grande parte de nossa população. Infelizmente, a região metropolitana não tem conseguido se beneficiar desde a mudança da capital para Brasília e da "Fusão". É preciso que todos trabalhem para o mesmo partido: o partido do Rio, o partido da nossa cidade – exortou.
O empresário lembrou que pertence a uma família de engenheiros – "meu avô e meu pai foram engenheiros".
– Meu avô, Alberto Monteiro de Carvalho e Silva se formou em São Paulo com Olavo Egydio de Souza Aranha, daí a origem do nome "Monteiro Aranha". Ainda estudantes foram para Santos, onde fizeram o estádio da Vila Belmiro. No Rio, ganharam a concorrência para a construção do prédio da Sul-américa. Depois construíram o prédio da Fundação Getúlio Vargas. Dessa época também data a obra mais importante da nossa empresa: o pavilhão francês da Exposição Internacional de 1922, que hoje é a sede da Academia Brasileira de Letras. Portanto, esta casa é um pouco a extensão da minha família – afirmou.
RETOMADA DO DESENVOLVIMENTO
O presidente do Clube de Engenharia, Heloi Moreira, disse que as duas entidades têm "enorme tarefa a empreender em conjunto": a retomada do desenvolvimento do Rio de Janeiro.
– O PIB da Região Metropolitana do Rio, permaneceu estagnado nos últimos 30 anos e só não regrediu por conta do pagamento de aposentadorias e pensões. Agravando o quadro, a população da região cresceu perto de 20%, com todos os seus corolários da desagregação social – alertou.
Segundo Heloi, no mesmo período, o PIB da China saltou de menos de 5% para mais de 15% do PIB global. Paralelamente, o banco estatal chinês superou em ativos o Citicorp, até então maior conglomerado financeiro mundial – "não obstante em seu último exercício ter apresentado lucro equivalente a um quinto do Citicorp, denotando com isto a cobrança de juros substantivamente inferiores aos cobrados por seu congênere norte-americano".
O presidente do Clube ressaltou que, no mesmo período, a população chinesa, de 1,5 bilhão de pessoas, tem hoje expectativa de vida de 72 anos; a mortalidade infantil até 5 anos regrediu de 120 para 31 em mil nascimentos; 98% dos jovens de 15 a 24 anos chegam ao 5º grau de ensino e o mercado de telefones celulares, hoje de 400 milhões de usuários, deve atingir 650 milhões nos próximos 5 anos.
– Se é verdade que a análise destes números nos impõe uma parada para reflexão, para saber onde erramos, é mais verdade ainda que não adianta chorar sobre o leite derramado. A tarefa que se impõe é somarmos nossos talentos e energias de forma a maximizar os resultados sociais e econômicos dos empreendimentos ora em curso, tanto na região metropolitana do Rio como no estado como um todo. Por esta razão, propomos a formação de grupos de trabalho conjuntos entre a Associação Comercial do Rio de Janeiro e o Clube de Engenharia para identificar os gargalos e uma agenda mínima que nos conduza à retomada do desenvolvimento do Rio, à proporcionar à nossa população melhores condições de vida e maiores oportunidades para nossa juventude – destacou.
Os engenheiros Aimone Camardella e Mauro Viegas também fizeram uso da palavra para homenagear a Associação Comercial.
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