Presidente da FGV, homenageado em almoço, diz que sua fundação é instituição de engenheiros

Carlos Ivan Simonsen Leal, Heloi Moreira e Bernardo Griner, na homenagem à FGVA diretoria de Atividades Sociais do Clube de Engenharia, promoveu, no dia 27 de setembro, almoço em homenagem à Fundação Getúlio Vargas (FGV) e à Associação Brasileira de Profissionais Especializados na França (ABPEF). O encontro contou com as presenças do presidente do Clube de Engenharia, Heloi Moreira, do presidente da FGV, Carlos Ivan Simonsen Leal, do presidente da ABPEF, Léo Fabiano Baur Reis, do vice-presidente da FGV, Sergio Franklin Quintella , do diretor Executivo da FGV, Cesar Cunha Campos, do diretor da Escola Brasileira de Administração Pública e Privada (Ebape), Bianor Scelza Cavalcanti, do coordenador de Pesquisas do Centro de Pesquisa e Documentação História (CPDOC/FGV), Carlos Eduardo Sarmento, do membro do Conselho Diretor da FGV, Lindolpho de Carvalho Dias, e do chefe da Missão Econômica do Consulado Geral da França no Rio de Janeiro, Eric Fajole, que compareceu acompanhado de uma delegação de cinco membros daquele consulado.

Também estiveram presentes ao evento o presidente da Sociedade Brasileira de Geografia, Wiliam Maciel, a gerente de Contas da Embratel, Mariângela Moraes, e a presidente da empresa Junior da Politécnica da UFRJ, Priscila Almeida.
O presidente da FGV, engenheiro Carlos Ivan Simonsen Leal, afirmou que a FGV deve muito à engenharia brasileira.

– A Fundação é um pouco filha do pensamento que se desenvolveu dentro da engenharia brasileira a partir das décadas de 60 e 70 do século XIX, quando voltaram ao Brasil os "garotos" Pereira Passos, Paulo de Frontin e Belford Roxo. Eles foram mandados por Pedro II num esquema muito semelhante ao da Capes de hoje, custeado pelo próprio bolso do Imperador, para estudar na França e trazer para o Brasil a tecnologia "Intel" da época, a mais moderna, que era a construção das estradas de ferro. Como todo engenheiro sabe, uma parte muito importante do trabalho de engenharia é a análise custo-benefício. Isto foi introduzido aqui com a reformulação da Escola Central, que se transformou em Escola Politécnica, a partir de 1874, sob a ilustre direção de André Rebouças – disse.
Para o presidente da FGV, durante cerca de sessenta anos a engenharia brasileira trabalhou para modernizar o país.

– A partir de 1930 esse processo foi acelerado. Em 1944, as escolas de engenharia do Brasil tiveram uma influência muito grande, indireta, quando vários de seus ex-alunos se reuniram sob a liderança de Luiz Simões Lopes, também um engenheiro, e criaram a Fundação Getúlio Vargas. Eu poderia aqui ficar o dia todo citando o nome de pessoas que achamos que são economistas ou administradores ilustres desse período e que tem uma formação básica em engenharia – destacou.

INFLUÊNCIA DA ENGENHARIA

O presidente do Clube, que entregou ao presidente da FGV uma placa comemorativa da data, disse que, com seus programas de graduação, mestrado, doutorado e intensa atividade de consultoria, a história da Fundação tem sido marcada por uma moderna e profícua contribuição para a transformação do Brasil em uma nação mais justa e evoluída.

– Fundamentalmente focada na administração pública, na economia, na história e na área jurídica, o seu dia-a-dia é construído por dirigentes, professores, alunos e funcionários da mais alta competência. Desde 20 de dezembro de 1944 propugna políticas e ideais que muito tem contribuído para o progresso do país. Afinal foi construída por, entre outros homens como Luiz Narciso Eugenio Gudin, Themís-tocles Cavalcanti, Otavio Gouvêa de Bulhões, Jorge Oscar de Melo Flores e Mario Henrique Simonsen. Por esses nomes, vê-se a influência da engenharia brasileira na sua história – destacou o presidente do Clube.

Para Heloi Moreira, se no passado era óbvio a construção de uma usina ou estrada, bastando para isso simplesmente destinar a verba necessária, hoje os investimentos exigem os projetos econômicos.

– E aí está a íntima relação entre o Clube de Engenharia e a Fundação Getúlio Vargas. Nos complementamos. Por isso propomos atividades conjuntas de modo que possamos apresentar à sociedade e aos órgãos governamentais projetos e políticas de engenharia as mais econômico e administrativamente viáveis – afirmou.

O conselheiro do Clube de Engenharia William Maciel, presenteou Carlos Ivan Simonsen Leal com um trabalho do período em foi seu professor na Escola Politécnica.

O presidente da APEEF, Léo Fabiano Baur Reis, disse que, apenas este ano, sua entidade promoveu dois eventos em parceira com o Clube: um sobre Plataformas Multimodais e outro sobre Transporte Urbano, com a presença de especialistas da França, que vêm divulgar aqui as técnicas mais modernas de seu país.


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