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TV Globo entrevista conselheiro do Clube de Engenharia sobre situação de via em Imbariê
O programa RJ-TV da Rede Globo veiculou, em sua edição de 6 de setembro, entrevista com o conselheiro do Clube de Engenharia William Paulo Maciel, que avaliou a situação da via permanente em Imbariê, Duque de Caxias – RJ.
– As fotografias abaixo mostram claramente o estado de abandono da via. O professor catedrático ressaltou que naquele trecho da via não existe lastro e nem sub-lastro, pois, que os mesmos se encontram poluídos com a presença de terra, permitindo que o capim nasça e cresça, inclusive na entrevia, formando o matagal mostrado. As placas de apoio dos trilhos são presas aos dormentes que se encontram em geral, podres, e ainda por um único tirefond, quando existe – disse Maciel.
Segundo ele, os patins dos trilhos, em determinados locais, encontram-se enferrujados e mostrando a possibilidade de fraturas. Podemos afirmar que essa via férrea encontra-se sem manutenção há anos. Os trilhos por falta de adequados apoios, encontram-se deformados.
Mesmo em trechos em tangente há risco de fratura dos trilhos, podendo ocasionar descarrilamentos com graves conseqüências, pois, ao lado da linha, sem qualquer atendimento aos gabaritos ferroviários, encontram-se pequenos campos de futebol em que crianças, por falta de área de lazer, jogam futebol ignorando a passagem em situação precária dos trens.
– Pedestres atravessam a linha, ignorando a passagem dos trens, os cruzamentos da rodovia com a linha ferroviária são feitos sem nenhuma sinalização, nem mesmo uma simples placa avisando do perigo. Atravessam estas linhas pedestres, bicicletas, carroças, automóveis e caminhões.
O professor ressaltou também que a não existência de acidentes é decorrente da utilização nas composições, de antiqüíssimas unidades elétricas de 1950, as quais, são rebocadas por locomotivas à Diesel, e conduzidas por competentes maquinistas que circulam em baixíssimas velocidades e vem buzinando alertando a população dos graves riscos.
– A Rede Ferroviária Federal foi extinta, este trecho foi privatizado, para isso? !!
Em todos os paises a população possui áreas de lazer seguras e os trens circulam em altas velocidades com segurança, permitindo o transporte dos usuários, com conforto e rapidez – disse.
HISTÓRICO DESTA LINHA FÉRREA: A linha que unia o centro do Rio de Janeiro a Petrópolis e Três Rios foi construída por empresas diferentes em tempos também diferentes. Uma pequena parte dela é a mais antiga do Brasil, construída pelo Barão de Mauá em 1854 e que unia o porto de Mauá (Guia de Pacobaíba) à estação de R aiz da Serra (Vila Inhomerim). O trecho entre esta última e a estação de Piabetá foi incorporada pela E. F. Príncipe do Grão Pará, que construiu o prolongamento até Petrópolis e Areal entre os anos de 1883 e 1886. Finalmente a estação de Areal foi unida à de Três Rios em 1900, já pela Leopoldin, sendo que o trecho entre o a estação de São Francisco Xavier, na Central do Brasil, e Piabetá foi entregue entre 1886 e 1888 pela chamada E. F. Norte, que neste último ano foi comprada pela R. J. Northern Railway. Finalmente, em 1890, a linha toda passou para o controle da Leopoldina. Em 1926 a linha foi estendida até a estação de Barão de Mauá, aberta nesse ano, eliminando-se a baldeação em São Francisco Xavier. O trecho entre Vila Inhomerim e Três Rios foi suprimido em 5 de novembro de 1964, segue, porem operando para trens metropolitanos todo o trecho entre o centro do Rio de Janeiro e Vila Inhomerim.
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