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Engenheiro adverte que exploração excessiva de recursos naturais causa desindustrialização
As divisões técnicas de Engenharia do Ambiente (DEA), Recursos Naturais Renováveis (DRNR), Engenharia Industrial (DEI), Engenharia Econômica (DEC) e Engenharia Química (DTEQ) promoveram, no dia 25 de abril, a palestra "Maior Exploração de Recursos Naturais Causa Desindustrialização? O Caso Holandês". O palestrante foi o administrador e engenheiro Marcelo Henriques de Brito.
A expressão "doença holandesa" (dutch disease) surgiu na década de 1960 quando um aumento na extração e comercialização de gás teria valorizado a moeda holandesa a ponto de comprometer a competi-tividade e as exportações de produtos industrializados e fomentar a desindustrialização.
A "doença holandesa" pressupõe uma atração de investimentos e insumos para a atividade extrativista em detrimento de investimentos em outras áreas. Outra característica é o aumento na entrada de divisas em razão do crescimento das exportações de recursos naturais, acarretando valorização da taxa de câmbio, comprometendo as exportações e favorecendo a importação de bens com maior valor agregado – disse.
Na opinião do engenheiro, uma ênfase "excessiva" na exploração e exportação de recursos naturais não assegura prosperidade.
– Os impactos sociais são aumento na concentração de renda, ameaça de desemprego setorial com o fim da atividade, direcionamento da infra-estrutura para exportar ao invés de promover transações no mercado interno e distúrbios devido à volatilidade de preços dos recursos naturais – alertou.
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