Engenheiro alerta para ameaças à formação da água doce no planeta

A Diretoria de Atividades Técnicas, através das divisões técnicas de Engenharia do Ambiente (DEA), Recursos Naturais Renováveis (DRNR), e Recursos Hídricos e Saneamento (DRHS), e da Associação Brasileira de Profissionais Especializados na França (ABPEF), promoveram, no dia 9 de novembro, a palestra "A gestão sustentável de bacias hidrográficas no combate às secas e enchentes". O palestrante foi o engenheiro civil e sanitarista Adacto Benedicto Ottoni.
Segundo o especialista, os recursos hídricos disponíveis para utilização pelo homem para abastecimento d'água, irrigação e aproveitamento hidrelétrico são finitos e passam por um processo de recirculação permanente na natureza "graças ao ciclo hidrológico e aos condicionantes ocupacionais (antrópicos) das bacias hidrográficas em desenvolvimento sócio-econômico".

– O grande reservatório de água doce natural existente na ecosfera corresponde, principalmente, aos lençóis aquíferos subterrâneos, que são os mais importantes alimentadores dos mananciais de água superficiais – rios, lagos e reservatórios artificialmente formados. O manejo hídrico inadequado das bacias hidrográficas realizado pelo homem pode e costuma alterar este processo normal de formação da água doce no ciclo hidrológico, que ocorre notadamente devido ao mecanismo natural de infiltração de águas das chuvas promovido pelas coberturas florísticas do ecossistema original equilibrado – disse.

Para o engenheiro, uma das maiores agressões que se pode fazer contra a formação de água doce no planeta é a ocupação e o uso desordenado do solo. Este processo resulta num aumento da compactação e impermeabilização do solo e na magnitude das enchentes. Outra conseqüência é a escassez de água cada vez mais intensa nos períodos de estiagem.


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