DTEs promovem palestra sobre diversidade biológica e conservação

O Clube de Engenharia promoveu, no dia 27 de março, a palestra "Biodiversidade e conservação", com o biólogo Eduardo Maciel, chefe da Divisão de Conservação de Recursos Ambientais do Instituto Estadual de Florestas (IEF). Segundo o especialista, a alta diversidade encontrada no Brasil pode ser, em grande parte, explicada pelas características do relevo e de particularidades edáficas da região, que promovem a ocorrência de diferentes hábitat.
Uma data importante para a preservação da Biodiversidade no Brasil foi o tratado assinado na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente no Rio de Janeiro, em 5 de junho de 1992, conhecido popularmente como "Eco 92". Este tratado originou em 1998 o 1º relatório Nacional para Convenção sobre Diversidade Biológica do Brasil (CDB).

– O estado de conhecimento da diversidade é muito variável, dependendo do táxon, região ou bioma. De maneira geral, aves e mamíferos são mais bem conhecidos. A Mata Atlântica é o bioma melhor amostrado. Esta região do Brasil é a mais desenvolvida e mais populosa e infelizmente o bioma mais ameaçado. Contudo, novas espécies de aves e mamíferos ainda são descobertos – explicou.

Segundo ele, o Estado do Rio de Janeiro possui a maior quantidade de áreas protegidas de Mata Atlântica do país. Apesar do elevado número de Unidades de Conservação (UCs), poucas são consideradas de proteção integral. Algumas dessas UCs são consideradas ineficazes para preservação de muitas espécies, devido ao seu tamanho, fiscalização, recursos humanos e financeiros. Infelizmente algumas UCs são constantemente exploradas para utilização dos recursos naturais através da caça, extração de plantas ornamentais (bromélias, orquídeas e xaxim) e palmito. Estas atividades contribuem para o empobrecimento e ou a perda de habitat para várias espécies.

– A criação e a implementação de Unidades de Conservação (UCs) estão entre as formas mais eficazes de assegurar a preservação da biodiversidade. A maior ameaça às espécies se deve, principalmente, à destruição do hábitat, embora para algumas espécies o comércio e a caça sejam também importantes ameaças à sua sobrevivência. A fragmentação do hábitat para agricultura, pecuária e ocupação humana é considerada uma das maiores ameaças à biodiversidade, seguida da introdução de espécies exóticas. Uma lista aponta 633 espécies ameaçadas de extinção no Brasil, sendo 383 espécies na Mata Atlântica – denunciou o biólogo.

A palestra foi uma promoção das divisões técnicas especializadas de Engenharia do Ambiente (DEA), de Recursos Hídricos e Saneamento (DRHS) e de Recursos Naturais Renováveis (DRNR) e da Associação Brasileira de Profissionais Especializados na França (ABPEF)..


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